Arquivo de Abril, 2009

24
Abr
09

A música de 2009 até ao momento


The Drones – The Minotaur

Pago um copo a quem me mostrar uma música melhor do que esta, feita em 2009. “Havilah” é, provavelmente um, dos melhores álbuns rock deste ano e ainda a missa vai no adro no que toca a retrospectivas. Prestem atenção à letra. Estes “aussies” devem estar loucos!

Lyrics:

They come, they go
They never do not go
They come, they see
They conquer then they leave

With man-eating beliefs
Superior of death
With lineage and myth
And a half-heartedness at birth

I have the same old dream
About a tunnel by my bed
Where the stench of shit of minotaurs
Yawns like lewd and evil breath

But instinct and a map
Has set to work inside my head
Instead of shedding tears
I’ve learned to drink and piss instead

They come, they go
They never do not go
They come, they see
They conquer then they leave

I am in Rome
And i am going to the games
I see the gulf
And it’s going to
Bore my name into the

Green green grass
The catwalks of the past
My head is like an oven
As i rest it in my palms

We were just standing on the beach
When a bull rose from the surf
I said “show him the back door my dear
He’ll only paw the turf”

Three seasons came and went
Tracksuits found the dispossessed
My wife had other plans
And now a bastard surfs the web

There’s nothing she can do
He does not talk, he does not move
He spends all day looking at porn
Or playing fucking Halo 2

They come, they go
They never do not go
They come, they see
They conquer then they leave

I am in Rome
And i am going to the games
I am the last to find my seat
I’m standing at the gate

Intermission comes
Nerves are touched, and smokes are screened
It’s on a pack of cigarettes
Along with all our faults and memes and it says
Veni Vidi Vici

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22
Abr
09

…e da costela do homem, o criador superou-se!


Ashley Judd

21
Abr
09

Primavera com cheiro a Verão

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Desculpem lá, pode ser em Barcelona, pode ser ser um pouco caro, podemos optar por concertos entre portas, mas o Primavera Sound é uma óptima proposta. Depois, quem consegue reunir à volta do mesmo festival, nomes tão inusitados como Sunno))), Aphex Twin, Sonic Youth, Dead Medow e Lightning Bolt merece todo o meu respeito. Anotem na agenda, 28 a 30 de Maio.

Artistas confirmados:
Neil Young · My Bloody Valentine · Sonic Youth · Aphex Twin · Bloc Party · Jarvis Cocker · Yo La Tengo · The Jayhawks · Spiritualized · Michael Nyman · Throwing Muses · Saint Etienne · The Jesus Lizard · Ghostface Killah · The New Year · Phoenix · Shellac · Joe Henry · Art Brut · A Certain Ratio · Liars · Squarepusher · Herman Dune · The Vaselines · Spectrum · Deerhunter · Sunn O))) performing “The Grimmrobe Demos” · Black Lips · The Horrors · Andrew Bird · The Bad Plus · Jay Reatard · Gang Gang Dance · Kimya Dawson · Lightning Bolt · Magnolia Electric Co. · Oneida · Th’ Faith Healers · DJ /rupture · Ariel Pink’s Haunted Graffiti · Jason Lytle from Grandaddy · The Pains Of Being Pure At Heart · Dj Yoda · El-P · Simian Mobile Disco · Michael Mayer · Dan Deacon Ensemble · Jeremy Jay · A-Trak · Rhythm & Sound (Mark Ernestus) feat. Tikiman · Jesu · The Mae Shi · Alela Diane · Shearwater · Kitty, Daisy & Lewis · The Drones · Bat For Lashes · The Soft Pack · Damien Jurado · Fucked Up · Chad VanGaalen · The Bats · Tokyo Sex Destruction featuring Gregg Foreman · Crystal Stilts · Reigning Sound · Dälek · Marnie Stern · Dead Meadow · Vivian Girls · Ponytail · Ezra Furman & the Harpoons · Ebony Bones · Wooden Shjips · Zu · Crystal Antlers · The Bug · Bowerbirds · Joe Crepúsculo y Los Destructores · Wavves · The Tallest Man On Earth · Tachenko · Agent Ribbons · Women · Uffie · John Maus · Magik Markers · The Extraordinaires · Stanley Brinks featuring Freschard & Ish Marquez · Angelo Spencer · Karl Blau · Plants & Animals · Extra Life · Mahjongg · Muletrain · Andy Votel · The Secret Society · Carsick Cars · Tim Burgess (The Charlatans) · La Bien Querida · The Intelligence · Sleepy Sun · Maika Makovski · Half Foot Outside · Zombie Zombie · Veracruz · The Right Ons · Los Punsetes · Klaus & Kinski · The Lions Constellation · Duchess Says · Mujeres · Elvira · Lemonade · Girls · The Disciplines · Dj Mehdi · Skatebärd · Extraperlo · King Automatic · Cuzo · Alondra Bentley · PAL · Sedaiós · Declan Allen & Barry Hogan djs (ATP) · Hola A Todo El Mundo · Brian Hunt · Dj Fra · Rosvita · QA’A · Dj Coco · Meneo · Oniric · Marc Piñol · Centella · Bélmez · Juan B · Dj Kosmos · Wio Leokadio · Joan Colomo · El Gremio · 20JazzFunkGreats dj · Chris “The Judge” Arthur dj · Merienda Cena · Gúdar · Daniel Devine (WaKS records) · Dr. Kiko

19
Abr
09

entre um horizonte e um pixel

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“Any guitar player worth his salt is basically a thug,” his lead singer, Iggy Pop, once said. “They test you with that thug mentality. They ride you to the edge.”

19
Abr
09

Ninguém merece!

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A reacção chegou aos escaparates. Imaginem que a cultura é um lindo prato de canapés recheados com molho bechamél. Pois bem, a contracultura é um pires de moelas ao lado de uma chouriça embedida em sangue pronta para assar. Ligeiramente diferente, mas como a minha mãe diz, há que comer de tudo. Apresento-vos o novíssimo blogue do Ilídio Marques, adepto confesso das coisas boas da vida, art rocker por vocação, revivalista por natureza (há quem diga que ele nasceu 50 anos mais tarde do que o previsto), destabilizador da ordem pública nos tempos livres e indivíduo que usa sempre os dois lados do rolo higiénico para economizar papel.
Há uns tempos ele manifestava-me a sua apreensão em ser agredido na rua, fruto da celeuma que iria provocar. Eu acalmei-o e respondi que sim, ele iria ser agredido mas por motivos diferentes. É que ninguém merece uma concorrência tão feroz na blogosfera.
Bem, chega de fazer de escovinha e toca a adicionar o Contra cultura nos favoritos.

19
Abr
09

Saga, coisas que gostava ter escrito

Uma das coisas que mais me diverte nas patacoadas e mitos de heróis beatos e histórias da carochinha, com príncipes encantados e lobos maus é a facilidade com que a população em geral alinha nessas construções sociais. E a consequente dificuldade em aceitarem que muitos vultos e estrelas elevadas ao altar são comuns mortais como nós. Comem, vomitam, choram e cagam como nós. E na senda faliciosa dessas vidas, nós preferimos idealizar à nossa maneira do que encaixar o choque que nos expõe à verdade. São os tais mitos urbanos que muitas vezes só servem para distrair. E que servem de publicidade para alguns beneficiários que se alimentam dessas estórias. Todos nós conhecemos, mil e uma lendas à volta do Ozzy, dos Mötley Crüe ou dos Zeppelin. Lendas que na nebulosidade da sua natureza nunca foram confirmadas. Pessoalmente sempre desconfiei das biografias autorizadas e tenho razões para tal.
Serve isto para eu babar num texto escrito à uns tempos por um iluminado devasso, de graça Tiago Galvão, que desmonta o conto de fadas a que foi votada a vida de um dos maiores ícones do século XX. Frank Sinatra, foi dono e senhor de uma das maiores vozes sempre. Mas era também um racista, um misógino, um boémio decadente. Adorei este texto que encontrei aqui, depois de alguma pesquisa na net. Deixo-vos, então, com o que interessa.

Sinatra e as mulheres.

41rszx5m2vl_ss500_1George Jacobs era escarumba, judeu, mordomo de Frank Sinatra e o último dos Rat Pack. Em Mr.S The Last Word On Frank Sinatra esmiúça os pormenores mais sórdidos da relação de Sinatra com JFK, a Máfia e sobretudo as mulheres: Ava Gardner, Kim Novak, Natalie Wood, Sophia Loren, Grace Kelly, Lauren Bacall, Marilyn Monroe, Mia Farrow, senhoras prostitutas, quecas e semi-estrelas. Joe Kennedy, pai de JFK, que torceu e apostou em Hitler durante a Segunda Guerra Mundial e era famoso por contar anedotas aos amigos (‘Sabes qual é a diferença entre uma pizza e um judeu? A pizza não chora a caminho do forno’), enriqueceu primeiro a vender álcool durante a proibição, depois com um estúdio em Hollywood e por último com o jogo, casinos e afins em parceria com a máfia que particionou a eleição do filho. Através de Sam Giancana (padrinho de Chicago), convidou Sinatra e os Rat Pack para a campanha de JFK, o que lhes valeu os votos de milhões e milhões de pré-hippies. Aliás, Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis, Jr. e companhia começaram por se chamar O Clan, mas isso era demasiado parecido com Ku Klux Klan e durante as eleições mudaram para Rat Pack. Se contarmos que no dia das eleições JFK ainda estava empatado com Nixon e que a máfia tinha pessoal espalhado por toda a América cuja especialidade era ‘falar com pessoas’, podemos dizer que Sinatra e a máfia puserem Jack Kennedy na Casa Branca. JFK e Sinatra estavam unidos pelo melhor amigo, Jack (Jack Daniels), e o ‘been there, fuck that’. Chegaram a partilhar Marilyn Monroe e Judy Campbell, uma Elizabeth Taylor menos atarracada e prostituta de Sinatra. Que preferia as profissionais (chegavam, viam, chupavam e iam embora sem fazer barulho) às amadoras (gostavam de falar depois do sexo sobre o ‘depois do sexo’ e Sinatra só tolerava ser acordado por um broche; seguia a filosofia ‘blow me or blow out’). Ava Gardner foi o grande amor de Frank Sinatra. Tinha tudo: pernas, cara, inteligência, sentido de humor, mamas que constituíam uma excepção às leis de Newton, e aqueles olhos de lince. Num mundo perfeito, Ava Gardner seria uma prostituta que eu poderia pagar. Durante duas décadas, mais de 10 anos após o divórcio, milhares de prostitutas (uma por noite, todas as noites), centenas de estrelas em ascensão através do broche, Lauren Bacall e Marilyn Monroe, Sinatra continuaria apaixonado por Ava. Todas as canções eram para ela. Tudo o que fazia, para a reconquistar ou esquecer. Se Humphrey Bogard era o seu ídolo e Puccini o seu compositor, Ava Gardner era a sua musa. Um antigo agente de Hollywood (Swifty Lazar) costumava dizer: ‘todos os falhados são porreiros porque têm tempo para ser porreiros’. E como Sinatra até quando estava em cima estava em baixo (e quando estava em baixo, estava mesmo em baixo), era a definição de um tipo porreiro, ou seja, um falhado, mas um belo falhado. Nunca jantava antes da 1:00. O pequeno-almoço não era a refeição mais importante do dia porque simplesmente não era refeição, nunca se levantava antes das duas e toda a comida era sintetizada à italiana. Gostava de largar piadas nos amigos arraçados: ‘O que é longo e duro num preto? A terceira classe’. Kim Novak, a primeira grande estrela depois de Ava, tinha as coxas demasiado abrutalhadas e perdeu-a para Sammy Davis Jr. que quase a perdeu para a própria vida quando esta o deixou. Descobriu Natalie Wood quando esta era (bem) menor. Mais tarde viria a casar com Chaplin e Roman Polanski, mas foi com Sinatra que teve ‘aulas de canto’. Andou com Sophia Loren, mas ainda amava Ava Gardner e ela era daquele tipo de mulher que queria ser sempre a número um. Grace Kelly escapou à primeira, enquanto faziam um filme juntos com Bing Crosby (um dos poucos homens que intimidava Sinatra), mas não à segunda. Quando descobriu que o seu mordomo e o príncipe do Mónaco, marido de Grace, se davam bem, costumava mandá-lo entreter o príncipe enquanto ele tirava o pó à prata do reino. Depois de Bogard morrer, Sinatra decidiu cuidar dos despojos e começou a sair com Lauren Bacall. Estiveram juntos um ano, mas também não deu certo. Tinha ciúmes de Ava, a quem Sinatra ligava todas as semanas e de quem tinha fotografias espalhadas pela casa. Acabou com ela pelo telefone. Marilyn Monroe amava-o, mas era uma porca suicida. Passava semanas com a mesma roupa, recusava-se a usar tampões quando vinha o demónio, menstruava-se na cama e emborcava soporíferos como se fossem pilas. Mia Farrow era uma Julia Roberts ainda mais avacalhada com peito à Kate Moss. Era uma Ava Gardner ao contrário, sem corpo, sem classe, sem sentido de humor, hippie e, como dizia Dean Martin, mais nova do que o seu Scotch. Mas deu em casamento. E como todos os casamentos, em divórcio. Ela queria ter filhos e isso, para Sinatra, era como uma sopa de minhocas para um germofóbico. Mas por causa de Farrow, também acabou a relação de duas décadas com o seu querido escarumba (como costumava tratá-lo) e leal amigo, George Jacobs, o mordomo. A sua última mulher foi Barbara Marx, casada com Zeppo Marx, o único dos irmãos Marx que não tinha piada. Esteve com ela desde 72 até à sua morte, em 98. Jacobs chegou a perguntar-lhe o que via nela: ‘Grace Kelly, quando fecho os olhos’. Quando se reencontraram, anos mais tarde, por breves segundos à porta de um hotel, Jacobs começou a chorar. Antes de o deixar, Sinatra pousou-lhe a mão no ombro: ‘Esquece isso, miúdo’. by Tiago Galvão.

17
Abr
09

Top musical, 2008

1- CULT OF LUNAcultoflunaeternalkingdom
Eternal Kingdom

Depois de uma obra-prima (Salvation) e de uma semi obra-prima (Somewhere along the highway) estes metaleiros suecos atingem o cume da montanha com o seu mais recente trabalho. E a minha pergunta é a seguinte: o que é que estes senhores tomam ao pequeno-almoço, anabolizantes sonoros? Eternal Kingdom é, na minha singela opinião, o ónus do post-metal. Um trabalho que irá ficar imortalizado no tempo ao lado de um “Times of Grace” ou de um “Panopticon”, para bons entendedores. Os Cult of Luna aproximam-se perigosamente da perfeição com mais este artefacto.
Faixas a destacar: Todas. Não mutilem este álbum.

2- TV ON THE RADIOcover-1
Dear Science

Meus caros, começo por dizer o seguinte, o David Bowie nunca se engana. Quando resolveu dar uma perninha em “Providence” mal sabia que estava a baptizar a fulgurante carreira dos Tv on the Radio. Dizer que estes rapazes fazem pop mastigável é ignorar o que de melhor saiu do underground pop. Dear science não chega a ser uma confirmação, é a beatificação de uma sonoridade que faz deles a melhor banda indie do momento. Falta tacto a muita pop/rock elevada aos céus pela imprensa especializada. Estes Nova-iorquinos depois de terem assaltado a vanguarda musical com “Return to Cookie Mountain” saiem-se com mais este caldo de cultura funk, soul, disco e rock. É preciso mais alguma coisa?
Faixas a destacar: Halfway home; Golden age; Family Tree.

3- BLACK MOUNTAINblack-mountain-in-the-future1
In the future

O revivalismo, quando bem feito, é a cena mais viciante e poderosa deste mundo pós-hippie. Só que esta capacidade apenas está ao alcance de muito poucos. A bem dizer, é o desafio de qualquer músico popular. O que é que é que se poderá fazer agora de verdadeiramente refrescante, que tipos como Neil Young, Led zeppelin ou Velvet Underground já não tenham feito? In the Future é muito esclarecido para ser sludge. É muito vagabundo para ser stoner. Tem uma sede de viver que o impede de ser old Doom. In the future é sim, a retrospectiva rock do século XX.
Faixas a destacar: Angels; Tyrants; Wucan.

4- EARTHearth_bees-made-honey-in-the-lions-skull
The bees made honey in the lion´s skull

A cadência hipnótica. A melodia a soltar-se do ritmo. A suave brisa do vento beijando a copa de uma árvore. Os Earth são a banda sonora da fuga para lado nenhum. O realismo físico do som a dar as mãos ao surrealismo psicológico dos ouvintes. Esquecemo-nos que estamos ali e contamos metricamente cada síncope, cada soluço daquele interlúdio infindável. “The bees made honey in the lion’s skull” é o escape a uma indústria cada vez mais descartável e superficial. E como é bom ter o Earth de volta.
Faixas a destacar: Engine of ruin; Omens and portents II; Rise to glory.

5- JAZZANOVAcover1
Of all the things

Of all the things ganha o prémio de disco mais solarengo e boa onda do ano. Quem esperava destes alemães aquelas estafadas e sensaboronas músicas à la café del mar pode tirar cavalinho da chuva. O que se respira aqui é soul com uma boa dose de acid jazz para o menino e para a menina. As participações vocais são excelentes, o bom gosto na fusão sonora é permanente e os Jazzanova voltam a surpreender com mais este registo. Sai um gelado para o lounge/downtempo!
Faixas a destacar: Let me show ya; I can see; Little bird.

6 – Gang Gang Dancetsr050
Saint Dymphna

Estes tipos são o futuro. Um meteorito caído no universo pop/rock com a difícil tarefa de o fundir a tendências tribais e dançáveis num afã que retrata bem as novas correntes indie. O recorte descritivo das tensões pluridisciplinares de uma Nova Iorque que nunca dorme. O percurso errático entre uns Animal Collective, Lcd Soundsystem e High Places. Gang Gang dance é o caminho. E uma das bandas do momento para o insuspeito “New York Times”.
Faixas a destacar: First Communion; House Jam; Princes.

7- BURSTburst_lazerus_bird_cover
Lazarus Bird

As portas estavam escancaradas para o que ouvimos neste segundo álbum dos Burst. Há já algum empo que o post-metal deixou de ser novidade começando, meritoriamente, a detonar os tops da especialidade. O que temos aqui é um conjunto de longas faixas em que o fio condutor deriva entre o progressivo, o ambiental e metal moderno (ou metalcore, chamem-lhe o que quiserem). Mastodon, Cult of Luna e The Ocean gravitam referencialmente neste segundo registo dos suecos que já me tinham surpreendido com o anterior álbum “Origo”. Burst é mais uma pérola a ter em conta na música, dita, experimental.
Faixas a destacar: I exterminate the I; We are dust; Nineteenhundred.

8- THE BUGbug-lz
London Zoo

Este trabalho é mais uma prova de fogo à maioridade desse vibrante subgénero musical que despontou em Londres. O Dubstep pode ser considerado como the next big thing da música electrónica, mas o projecto The Bug esquiva-se a esse unanimismo. O que ouvimos aqui equipara-se ao vesúvio a entrar em erupção num bunker londrino escolhido aleatoriamente. O ragga brota violentamente dos poros e entranha-se no sacrossanto dub para explodir quando menos se espera na pista de dança. Como já se disse por aí, uma audição a London Zoo é largar a cavilha e ficar com a granada na mão.
Faixas a destacar: Poison dart; Insane; Judgement.

9- BEACH HOUSE beachhouse_devotion

Devotion

Este é um disco que deposita toda a sua magia no tributo à canção. O que temos aqui, ao contrário de alguns álbuns que preenchem esta lista, é uma colecção de músicas. E este duo de Baltimore fá-lo com o maior requinte, entre composições lo fi e a dream pop melódica e angélica. Devotion não nos traz nada de novo, e isso também não interessa. São músicas para serem levadas no ipod, portáteis, prontas a serem ouvidas a qualquer altura. Em 2008 poucos fizeram melhor do que este Xanax em forma de CD.
Faixas a destacar: Gila; You came to me; D.A.R.L.I.N.G.

10 – Crystal Castlescastles
Crystal Castles

Sou bastante sincero, talvez na primeira audição do álbum homónimo desta dupla canadiana, as minhas impressões não fossem as melhores. Lá vinha outro devaneio elctropunk independente. Mas como dizia o Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se. E na realidade a cacofonia que emana daqui não é só agradável, é completamente insana. Juntem uma consola Atari, a uma rapariga histericamente possuída e um dj que vai colocando mais achas para a fogueira e têm os Crystal Castles. Isto pode parecer muito simples mas não é. Cliquem no play, subwoofers ao máximo e entregam-se a esta terapia no mínimo louca.
Faixas a destacar: Crimewave; Air War; Knights.

11- NICK CAVE & THE BAD SEEDS – Dig Lazarus, Dig

12- DEOLINDA – Canção ao lado

13- PYRAMIDS – Pyramids

14- HERCULES & LOVE AFFAIR – Hercules and love affair

15- SUBROSA – Strega




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