Archive for the 'Vila Real' Category

28
Maio
08

O canto de cisne dum Teatro.

Em mais uma publicação da rubrica Estudos Gerais, trago-vos informações relacionadas com a comunicação externa no Teatro de Vila Real, um dos baluartes da cidade e referência nacional pela adesão recorde dos Transmontanos que ao que parece se reconciliaram com a cultura e memória histórica desta mítica cidade. Para os que não a conhecem, aconselho uma visita, para os que já conhecem fiquem a saber quais são as estratégias de difusão do Teatro Municipal de Vila Real:

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26
Maio
08

Retrospectiva do Som e da Imagem.

Coordenado pela empresa municipal Culturval, o aparecimento deste equipamento ganha dimensão nacional não só pelo inquestionável valor museológico mas também pelo facto de que só Melgaço e Leiria possuem obras similares ao nível das bases apresentadas. Em suma, um museu divertido, atraente, exemplar e seguindo uma orientação passadista com os olhos postos no futuro. Porque para um melhor entendimento do presente e do futuro tem de haver sempre um respeito e consideração da memória colectiva.

24
Maio
08

Cinema sem pipocas – o Lado selvagem.


Título original: Into the wild

Ano: 2007

País: EUA

Género: Drama, Aventura

Distribuidora: Lusomundo

Realização: Sean Penn

Intérpretes: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart

 

Sinopse:
Into the Wild é baseado numa história verídica e no bestselling literário de Jon Krakauer. Depois de se graduar na Universidade de Emory em 1992, Christopher McCandless (Hirsch), estudante de topo e atleta, abandona as suas posses, oferecendo as suas poupanças de 24 mil dólares à caridade, para ir viver para o Alasca. Ao longo do seu caminho, Christopher encontra uma série de personagens que dão forma e sentido à sua vida.

02-Jun | Pequeno Auditório | 22:00 | Geral: 5euros | > 65; < 25; estudantes: 3,5euros

Cineclube: Cinema sem pipocas.
Organização GACU / Teatro de Vila Real

 

24
Maio
08

Um percurso fotográfico.

“Hoje é impensável um mundo sem fotos – elas ganharam por mérito próprio um espaço insubstituível nas nossas vidas.” Assim, nos introduz Duarte Carvalho à sua exposição residente no Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (MANVR), a decorrer entre os dias 10 de Maio a 29 de Junho.

Depois do relativo sucesso que foi a exposição pretérita, “A morte: Ritos e Artefactos” que tratou de enunciar a relação de Trás-os-Montes com o momento fúnebre, as galerias secundárias cedem agora o seu espaço para o mais recente trabalho do fotógrafo radicado em Vila Real, Duarte Carvalho. Na realidade, “Imagens de um percurso” – assim se denomina a patente – é, sobretudo, um olhar singular, um exercício de associações e descrições deliberadas pelo artista. A fotografia depende muito do momento, daquele feeling, da efeméride sagrada que a vida nos proporciona. O que aqui vemos é a exteriorização das sensibilidades captativas num enfoque variado e subtil.
Dividido em três sectores, o espólio bastante rico e variado de Duarte Carvalho atravessa bastantes tendências o que, de sublinhar, não confere grande interesse ao autor. Mesmo assim, as experiências e os diferentes estilos estão lá. Chegados ao hall de entrada deparamo-nos surpresos com uma saga, uma obsessão de Fábio Timor em penetrar o casebre, deixando testemunho em forma de gabardina amarela. Entusiasmados pelo vanguardismo deixamo-nos percorrer pelas memórias que teimosas insistem em resistir pela objectiva do artista. Aqui na pequena galeria, a face telúrica e tradicional dá um ar da sua graça num toque muito pessoal de Duarte Carvalho. O sentimento (saudade?) dos que já não estão e o leve sussurro da fotografia invade subitamente o espectador. A foto não é só documento. A foto é uma história.
Por fim e contemplando a grande sala da exposição, percorremos os rostos, os instrumentos, as angústias, os medos e gostamos do que vemos. O impressionismo rebelde do autor é nos comum. São as suas realidades “congeladas”. Uma intencionalidade estética bastante pessoal que emociona mesmo que não se compreenda. Tecnicamente, umas melhor que outras mas isso é o “pão nosso de cada dia” de qualquer autor. Mas nota-se uma disciplina do olhar.
Chegados ao final desta viagem, atribuímos a nossa chancela e qualidade à exposição. “Imagens de um percurso” é algo que só é entendido com a alma. E Duarte Carvalho, orgulhoso dissidente das escolas artísticas, coloca-a toda nas suas imagens. Já que, “o fotografo não fotografa o que vê. Mas como vê.”

29
Mar
08

A MORTE ESTÁ EM CENA.

“O Homem, de entre todos os seres vivos, parece ser o único a ter consciência da inevitabilidade da sua própria morte . Esta consciência aparenta ser tão antiga quanto a sua própria existência. O Homem é filho do tempo e toda a sua subsistência é patenteada entre dois pontos, ambos misteriosos – o nascimento e a morte.”, assim se introduz o delicado mas profundo tema da morte, desafio que o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (MANVR) levou a cabo nas suas galerias dedicadas às exposições temporárias e que partilha o espaço com as restantes exposições de moedas arcaicas e peças antigas.
De facto, desde a Pré-história até aos dias de hoje, o Homem sempre nutriu uma relação especial com o culminar da vida que transparece na própria religião, nos rituais, medos e presságios. O paganismo, o Politeísmo, a viagem pelos dois mundos serviu, em tempos idos, como justificação para cremações, embalsamentos e demais ritos e cerimónias tentando explicar às comunidades de outrora, os fundamentos de tudo aquilo que os ultrapassava racionalmente.morte_poster_pequeno.jpg
Podemos observar no Museu vários fragmentos de objectos que supostamente pertenciam aos falecidos, sepulturas, aras, epígrafes e ao mesmo tempo perceber melhor as superstições e práticas devotas que os antigos adoptavam como suas e que lhes facilitava o sentido desse estado simbólico e misterioso que é o fim da existência. Com um enfoque mais varido para a recolha selctiva de peças Romanas e Celtas –  fruto do exponencial arqueológico riquíssimo na região – a exposição apresenta-nos uma sequência cronológica das partes integrantes auxiliado por textos de orientação, pecando apenas pela escassez de recursos e peças de valor. 
Esta exposição intitulada, ” A Morte: Ritos e Artefactos” foi inaugurada nas galerias secundárias do MANVR e irá estar em cena até dia 30 de Abril contando com guias para grupos de visitantes bem como suportes de audiovisual e material para os mais novos.
As entradas são gratuitas podendo deslocar-se a pé ou de carro ao Museu, localizado na Rua do Rossio logo atrás da rua direita da cidade. pecando apenas pela escassez de conteúdo á vista. 

Uma retrospectiva daquilo que foi a evolução antropológica e sua relação com o momento fúnebre.

22
Mar
08

Aditamentos.

Porque uma (ou mais) imagem vale mais do que mil palavras e porque certos veredictos de tão óbvios, revistados e rebarbados que estão só com um trago de humor é que se engolem :

 

Ainda sobre o caso da polémica no “ringue” da Carolina Michaelis aqui ficam algumas teorizações de recepção, ao nível do contexto social de cada texto. Associem-se à vossa preferida ou pelo contrário argumentem com as vossas próprias linhas e marquem-nas aqui na caixa de comentários. Serão bem vindos:

Já pela minha caseira e aconchegante “cidade académica”, o Comunicamos continua de pedra e cal a actualizar o seu corpo noticioso com espírito de missão; o informativo online, tiradas uma férias forçadas da sua equipa de trabalho dedica-se agora a reviews de discos, filmes e livros; o Hugo encetada a sua aventura pela blogosfera dedica-se a exorcisar os seus anjos negros e a exprimir a sua verdadeira identidade enquanto o Nuno verbaliza e desconstrói o meio que o rodeia dissertando sobre valores suprafísicos.    

Boa sorte para todos.

08
Mar
08

Proposta da semana #1

Filme: “A morte do Sr. Lazarescu”

Título Original: “Moartea domnului Lazarescu” (2005)

Realização: Cristi Puiu

Argumento: Cristi Puiu & Razvan Radulescu

Actores: Ion Fiscuteanu – Mr. Lazarescu
                Luminita Gheorghiu – Mioara Avram
                Gabriel Spahiu – Leo
                Doru Ana – Sandu Sterian

Um cheirinho do Leste, numa comédia melodramática irrepreensivelmente bem feita que mostra um retrato realista dos dias de hoje confirmado pela teoria dos irmãos Cohen de que “Este país não é para velhos”. Inserindo-se na velha escola europeia de cinema de autor, Cristi Puiu oferece-nos de bandeja a crueldade e indeferença psicoafectiva das sociedades modernas de uma forma simples mas nem por isso agradável. A não perder. Está em cartaz, na segunda, dia 10 de Março no pequeno auditório do Teatro de Vila Real, na rubrica “Cinema sem pipocas”.

 [Ver crítica] 




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