28
Out
10

Hollow

Doesn’t matter about the time we take
Doesn’t matter about the lies we make
Go slow

I think of how you’re making me mad
I think of all the love we had
Feel so

Always question never quenching your thirst
Let me die when I lie to you first
I follow

When I’m with you it’s from within
I know you can see through my skin
I’m hollow

I need you to feed me once more
I need you like I needed before
I’ll grow

I’m floating I’m flying I’m dying
I’m floating I’m flying I’m dying

I said you needed like you needed before
Said I didn’t know what feeling was for
Said you need me that you meet at five
You don’t show I don’t I’m alive
My pulse slow
My pulse slow

Treat me like I swear this was true
I’m hollow

I’m floating I’m flying I’m dying
I’m floating I’m flying I’m dying

Tricky, 1998

09
Mar
10

Unlock thoughts: “As viagens de Rosa Vaz”

ASS: Manuel A. Fernandes

Cidadã do mundo, autodidacta de formação e artista por vocação.

Haveria mil e uma maneiras de introduzir esta exposição e de condensar nestas linhas, o espírito rebelde e a contagiante iniciativa e intensidade da sua mentora. Porém, e não tendo qualquer pretensão em fazê-lo, essa seria uma tarefa ingrata para qualquer escriba que se debruçasse no pitoresco e viciante mundo de Rosa Vaz. Com um vasto currículo de exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro, a pintora veste também a capa de promotora cultural com um grande enfoque na lusofonia que serviu/serve de fonte inesgotável para a sua (re)criação individual. A esse respeito, são impressionantes os papeis que esta multifacetada vem desempenhando na defesa das artes: pintora, artista plástica, activista e promotora, membro de várias associações culturais no norte do pais e titular do projecto ARTÁFRICA da Fundação Calouste Gulbenkian, a artista está representada numa extensa lista de colecções particulares, públicas e institucionais.

Rosa Vaz ao lado da sua "cidade branca"

Posto isto, “Unlock thoughs” não é um mero título insípido e vago copiosamente destinado a servir de cara a mais uma exibição de pintura e cerâmica. Ultrapassa os formalismos conceptuais e vem marcar uma posição sólida e honesta quanto ao estado de espírito da sua portadora. A intencionalidade e a liberdade do conjunto das vinte e uma obras, expostas na Galeria Actual, traduzem na sua essência mais uma fase da vida desta angolana adoptada por Braga. A “mente aberta” exige um desafio constante ao observador, uma experiência sensorial nas incidências aí retidas. Uma partilha de impressões, emoções e truísmos do “eu artístico”, que impele a sua desconcertante intimidade na figura das suas telas. Um processo de intenções de Rosa Vaz  que não permite a indiferença ao receptor e que nos confronta com o seu “nascer continuado”, nas palavras de Merleau-Ponty. Os presentes na inauguração lisboeta responderam afirmativamente.

Fruto da sua forte personalidade e das raízes inatas da sua África natal, a artista parte para uma conjugação enformada das culturas que lhe são afectas e pelo meio ocidental e citadino que a envolve. É, precisamente, nestas duas vertentes basilares que a sua extensa obra a reflecte, representada por fortes tonalidades e contrastes, pelas linhas ritualistas e exóticas e pelas cidades e vivências sobrepostas no seu imaginário. Uma vez, a visão de uma inocência angolana perdida no caos cosmopolita da polis, noutras a transformação sofisticada da técnica apreendida no fundo telúrico e mágico da sua meninice.

Essa visão dicotómica entre as raízes angolanas e o abstraccionismo europeu são os sinais mistos da singularidade artística que a torna num caso sério e verdadeiramente único no panorama nacional. Com uma vasta carreira de mais vinte anos feita a pulso e de uma forma estóica e determinada, Rosa Vaz veio assinalar com mais esta exposição qual a verdadeira dimensão da arte na sua vida – indissociável dos seus prazeres mundanos e das rotinas diárias. Uma entrega avassaladora.

Rosa Vaz, cidadã do mundo, autodidacta de formação e artista por vocação.

08
Fev
10

As 15 melhores músicas britânicas… of ever.

Antes que me atirem à cara uma “Wonderwall”, “Rock the Casbah”, “Another brick in the wall” ou “For your love” quero-vos dizer que a vontade de aumentar o role de músicas para vinte foi ponderada a certa altura. Resolvi ficar pelos quinze para aumentar o desafio além de já ter esticado a corda (supostamente era para ser um topten).
A tarefa foi hercúlea e ingrata mas algum dia a tinha de fazer. É claro que uns se vão sentir injustiçados, outros discordarão de imediato por não verem reconhecida a banda de sua eleição, melhor, outros acharão que um top fifteen é bastante redutor e reduzido. Como é que os Floydianos poderão tolerar um top sem os dedos do Waters/Gilmour pelo meio? E o Eric Clapton, por Deus? E a (in)justiça de não colocar nenhum hit no duelo entre Oasis/Blur?
De qualquer forma e à custa de muita ginástica mental deixo-vos com os meus eleitos num crescendo temporal que trespassará várias gerações, movimentos e correntes artístiscas.
Na realidade, que outro país sem ser a Inglaterra conseguiu relatar as convulsões sociais do século XX, com tanta eficácia pelo seu cancioneiro?

14
Jul
09

Democracia Participativa e Representativa

Para enquadrar a função e estatuto das democracias participativas devemos fazer uma retrospectiva daquilo que foi a evolução do papel dos governos, das sociedades e dos organismo privados até hoje. Já na Grécia clássica se vinha desenvolvendo um esboço daquilo viriam a ser as nossas democracias consolidadas. Beneficiando da organização estrutural da suas sociedades e dos avanços geniais que fomentaram no pensamento filosófico da época, eles conceberam um modelo de participação individual que seria contemplado para qualquer cidadão – assim entendido – em plenário público. Este protótipo sistémico que nós denominamos como democracia directa estava pensado especificamente para a adaptação a um território prognosticado e sob um rígido crivo que era dado à actividade do cidadão.
A representatividade e o acto eleitoral ainda não eram dados adquiridos pelas mesmas razões que impossibilitam a sua aplicação hoje em dia. Como se regiam por pequenas agremiações não se deparavam com a dificuldade tida na consulta individual de um vasto número de pessoas em larga escala, além dos custos económicos e temporais que isso acarretava. As democracias representativas que gozam hoje de uma considerável estima e protecção, abriram as portas para um novo modelo de reivindicação de direitos e igualdade social, rompendo com as antigas estruturas imobilistas ao nível laboral, patrimonial e, porque não dizer, mediático (Tocqueville, 1973).

Continue a ler ‘Democracia Participativa e Representativa’

14
Jul
09

Opinião Pública: Bases e Fundamentos

Instrumento de enorme valia nas sociedades liberais democráticas para a propagação de ideais e posições cívicas, a opinião pública assume-se hoje em dia como um grande indicador de representatividade colectiva nos espaços de decisão politica e social. Aliada a um cada vez maior despertar de interesses pluridisciplinares, a opinião pública foi ganhando ênfase na condução dos aspectos mais acessórios até aos mais determinantes, na vida política das pessoas. Servindo como fio de condutor entre os sectores de poder e os beneficiários dessas decisões, ela encerra em si grande da parte da responsabilidade social própria dos processos democráticos, exercendo uma liberdade individual implementada na representatividade de um dado grupo social. Segundo o historiador, Maxwell McCombs, opinião é o “conjunto de crenças a respeito de temas controvertidos ou relacionados com interpretação valorativa ou o significado moral de certos factos” (McCombs 1972: p.25). Na verdade, a opinião pública difere substancialmente da opinião individual, pois é de uma assinalável dinâmica, bastante elaborada pois não corresponde a uma mera soma de opiniões casuísticas. Sendo na sua essência uma parcela comunicativa como composição de uma mensagem, ela é influenciada pelos canais de comunicação massiva e pela comunidade que a cerca ou pelo sistema social de um país. A vontade espontânea da população nem sempre corresponde à complexidade da opinião pública, já que se relaciona com vectores mais profundos e estáticos (Bohman 1996: 178-181).

Continue a ler ‘Opinião Pública: Bases e Fundamentos’

11
Jun
09

…e da costela do homem, o criador superou-se!

Juliette Lewis

15
Maio
09

É aproveitar enquanto ele anda por aqui

Há uma certa fatalidade nonsense que me atrai neste tipo. Uma certa revelia antisocial que me está nos genes. O gajo chega, descasca, distribui lenha e vai-se embora. Um tipo saudável, pois então.  Chama-se Luís Pedro Nunes e esteve a escrever ontem no União de facto.




Blog Stats

  • 47,723 hits
Dezembro 2016
M T W T F S S
« Out    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031