Arquivo de Março, 2008

30
Mar
08

“The Lovebirds” – Uma viagem por Lisboa.

Pergunte-se que visão toponímica da Portugalidade premente – ou a bom rigor, da capital – terá um nosso emigrante em nova Iorque que partiu como músico e voltou como cinéfilo? Que a usa a seu bel-prazer como pano de fundo do seu caldo de cultura e lhe dá uma muy característica representatividade nocturna ao desembargar uma série de estórias que conjuntas compõem o seu mais recente filme?
Apresento-vos Bruno de Almeida e a sua mais recente obra “The Lovebirds” um testemunho de resistência ao cinema de grande escala (vulgo, Blockbusters) cointerpretada por amizades de datas americanas (Michael Imperioli e John Ventimiglia de “Os Sopranos” e Drena de Niro, filha do dito cujo) e corealizada pela nova proposta de filmagem digital que o jovem cineasta imprime activamente fruto do voluntarismo, deleite e interacção que pautam estas seis histórias que se cruzam e descruzam, roubando protagonismo anacronicamente e golpeando a alma no silêncio gritante de um palco intemporal e inspirador.

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29
Mar
08

A MORTE ESTÁ EM CENA.

“O Homem, de entre todos os seres vivos, parece ser o único a ter consciência da inevitabilidade da sua própria morte . Esta consciência aparenta ser tão antiga quanto a sua própria existência. O Homem é filho do tempo e toda a sua subsistência é patenteada entre dois pontos, ambos misteriosos – o nascimento e a morte.”, assim se introduz o delicado mas profundo tema da morte, desafio que o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (MANVR) levou a cabo nas suas galerias dedicadas às exposições temporárias e que partilha o espaço com as restantes exposições de moedas arcaicas e peças antigas.
De facto, desde a Pré-história até aos dias de hoje, o Homem sempre nutriu uma relação especial com o culminar da vida que transparece na própria religião, nos rituais, medos e presságios. O paganismo, o Politeísmo, a viagem pelos dois mundos serviu, em tempos idos, como justificação para cremações, embalsamentos e demais ritos e cerimónias tentando explicar às comunidades de outrora, os fundamentos de tudo aquilo que os ultrapassava racionalmente.morte_poster_pequeno.jpg
Podemos observar no Museu vários fragmentos de objectos que supostamente pertenciam aos falecidos, sepulturas, aras, epígrafes e ao mesmo tempo perceber melhor as superstições e práticas devotas que os antigos adoptavam como suas e que lhes facilitava o sentido desse estado simbólico e misterioso que é o fim da existência. Com um enfoque mais varido para a recolha selctiva de peças Romanas e Celtas –  fruto do exponencial arqueológico riquíssimo na região – a exposição apresenta-nos uma sequência cronológica das partes integrantes auxiliado por textos de orientação, pecando apenas pela escassez de recursos e peças de valor. 
Esta exposição intitulada, ” A Morte: Ritos e Artefactos” foi inaugurada nas galerias secundárias do MANVR e irá estar em cena até dia 30 de Abril contando com guias para grupos de visitantes bem como suportes de audiovisual e material para os mais novos.
As entradas são gratuitas podendo deslocar-se a pé ou de carro ao Museu, localizado na Rua do Rossio logo atrás da rua direita da cidade. pecando apenas pela escassez de conteúdo á vista. 

Uma retrospectiva daquilo que foi a evolução antropológica e sua relação com o momento fúnebre.

27
Mar
08

Momentos Musicais de 2007… I.


“Kingdom” – Dave Gahan

Can you feel me coming?
Open the door, it’s only me
I have that desperate feeling
And trouble is were I’m going to be

I know you hear me knocking
So open the door and set me free

If there’s a kingdom beyond it all
Is there a God that loves us all
Do we believe in love at all?
I’m still pretending I’m not a fool

So in your infinite wisdom
You show me how this life should be
All your love and glory
Doesn’t mean that much to me

If there’s a kingdom beyond it all
Is there a God that loves us all
Do we believe in love at all?
I’m still pretending I’m not a fool

24
Mar
08

Será mesmo ?

Preparam-se para encarar um “Portugal” que não veêm em jornais, blogues, nem nos mais pessimistas comentários. Esta é uma visão realista, de sucesso, de um país sem mediatismo nem reconhecimento. Admito que na primeira vez que o li, senti-me desconfortável tal era o distanciamento com o país apreendido que nos esbanjam pela casa adentro. Afogado por este “Portugalinho” falhado que serve para alimentar o ego de muita gente e vender jornais. Afinal, depois de ler isto, o caro leitor concluirá que na maioria dos casos só nos deixam ver aquilo que nos desanima e nos envergonha – o Portugal na lama. Porque esta mentalidade autofágica e mutiladora, adicta de crenças e opiniões acéfalas é o reflexo da lavagem cerebral que não nos deixa enxergar «o caminho» e «a missão».
Convosco fica o Portugal de Nicolau Santos, director-adjunto do EXPRESSO:

Continue a ler ‘Será mesmo ?’

23
Mar
08

Poeta castrado, não!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;          
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria            
uma coragem serena                                                            
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
– é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
– a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
– Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
– Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

by José Carlos Ary dos Santos

22
Mar
08

Aditamentos.

Porque uma (ou mais) imagem vale mais do que mil palavras e porque certos veredictos de tão óbvios, revistados e rebarbados que estão só com um trago de humor é que se engolem :

 

Ainda sobre o caso da polémica no “ringue” da Carolina Michaelis aqui ficam algumas teorizações de recepção, ao nível do contexto social de cada texto. Associem-se à vossa preferida ou pelo contrário argumentem com as vossas próprias linhas e marquem-nas aqui na caixa de comentários. Serão bem vindos:

Já pela minha caseira e aconchegante “cidade académica”, o Comunicamos continua de pedra e cal a actualizar o seu corpo noticioso com espírito de missão; o informativo online, tiradas uma férias forçadas da sua equipa de trabalho dedica-se agora a reviews de discos, filmes e livros; o Hugo encetada a sua aventura pela blogosfera dedica-se a exorcisar os seus anjos negros e a exprimir a sua verdadeira identidade enquanto o Nuno verbaliza e desconstrói o meio que o rodeia dissertando sobre valores suprafísicos.    

Boa sorte para todos.

22
Mar
08

Virtuosismo Africano.


Toumani Diabaté

The Mandé Variations

Ed. World Circuit;Distr. Megamúsica

 

 

 

Há algo de inexplicavelmente belo nesta música que nos transporta, por paisagens etéreas e ao colo de um purismo artístico tipicamente rústico, ao mais essencial testemunho de vitalidade artística Africana

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