Archive for the 'Museus' Category

26
Maio
08

Retrospectiva do Som e da Imagem.

Coordenado pela empresa municipal Culturval, o aparecimento deste equipamento ganha dimensão nacional não só pelo inquestionável valor museológico mas também pelo facto de que só Melgaço e Leiria possuem obras similares ao nível das bases apresentadas. Em suma, um museu divertido, atraente, exemplar e seguindo uma orientação passadista com os olhos postos no futuro. Porque para um melhor entendimento do presente e do futuro tem de haver sempre um respeito e consideração da memória colectiva.

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24
Maio
08

Um percurso fotográfico.

“Hoje é impensável um mundo sem fotos – elas ganharam por mérito próprio um espaço insubstituível nas nossas vidas.” Assim, nos introduz Duarte Carvalho à sua exposição residente no Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (MANVR), a decorrer entre os dias 10 de Maio a 29 de Junho.

Depois do relativo sucesso que foi a exposição pretérita, “A morte: Ritos e Artefactos” que tratou de enunciar a relação de Trás-os-Montes com o momento fúnebre, as galerias secundárias cedem agora o seu espaço para o mais recente trabalho do fotógrafo radicado em Vila Real, Duarte Carvalho. Na realidade, “Imagens de um percurso” – assim se denomina a patente – é, sobretudo, um olhar singular, um exercício de associações e descrições deliberadas pelo artista. A fotografia depende muito do momento, daquele feeling, da efeméride sagrada que a vida nos proporciona. O que aqui vemos é a exteriorização das sensibilidades captativas num enfoque variado e subtil.
Dividido em três sectores, o espólio bastante rico e variado de Duarte Carvalho atravessa bastantes tendências o que, de sublinhar, não confere grande interesse ao autor. Mesmo assim, as experiências e os diferentes estilos estão lá. Chegados ao hall de entrada deparamo-nos surpresos com uma saga, uma obsessão de Fábio Timor em penetrar o casebre, deixando testemunho em forma de gabardina amarela. Entusiasmados pelo vanguardismo deixamo-nos percorrer pelas memórias que teimosas insistem em resistir pela objectiva do artista. Aqui na pequena galeria, a face telúrica e tradicional dá um ar da sua graça num toque muito pessoal de Duarte Carvalho. O sentimento (saudade?) dos que já não estão e o leve sussurro da fotografia invade subitamente o espectador. A foto não é só documento. A foto é uma história.
Por fim e contemplando a grande sala da exposição, percorremos os rostos, os instrumentos, as angústias, os medos e gostamos do que vemos. O impressionismo rebelde do autor é nos comum. São as suas realidades “congeladas”. Uma intencionalidade estética bastante pessoal que emociona mesmo que não se compreenda. Tecnicamente, umas melhor que outras mas isso é o “pão nosso de cada dia” de qualquer autor. Mas nota-se uma disciplina do olhar.
Chegados ao final desta viagem, atribuímos a nossa chancela e qualidade à exposição. “Imagens de um percurso” é algo que só é entendido com a alma. E Duarte Carvalho, orgulhoso dissidente das escolas artísticas, coloca-a toda nas suas imagens. Já que, “o fotografo não fotografa o que vê. Mas como vê.”

29
Mar
08

A MORTE ESTÁ EM CENA.

“O Homem, de entre todos os seres vivos, parece ser o único a ter consciência da inevitabilidade da sua própria morte . Esta consciência aparenta ser tão antiga quanto a sua própria existência. O Homem é filho do tempo e toda a sua subsistência é patenteada entre dois pontos, ambos misteriosos – o nascimento e a morte.”, assim se introduz o delicado mas profundo tema da morte, desafio que o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (MANVR) levou a cabo nas suas galerias dedicadas às exposições temporárias e que partilha o espaço com as restantes exposições de moedas arcaicas e peças antigas.
De facto, desde a Pré-história até aos dias de hoje, o Homem sempre nutriu uma relação especial com o culminar da vida que transparece na própria religião, nos rituais, medos e presságios. O paganismo, o Politeísmo, a viagem pelos dois mundos serviu, em tempos idos, como justificação para cremações, embalsamentos e demais ritos e cerimónias tentando explicar às comunidades de outrora, os fundamentos de tudo aquilo que os ultrapassava racionalmente.morte_poster_pequeno.jpg
Podemos observar no Museu vários fragmentos de objectos que supostamente pertenciam aos falecidos, sepulturas, aras, epígrafes e ao mesmo tempo perceber melhor as superstições e práticas devotas que os antigos adoptavam como suas e que lhes facilitava o sentido desse estado simbólico e misterioso que é o fim da existência. Com um enfoque mais varido para a recolha selctiva de peças Romanas e Celtas –  fruto do exponencial arqueológico riquíssimo na região – a exposição apresenta-nos uma sequência cronológica das partes integrantes auxiliado por textos de orientação, pecando apenas pela escassez de recursos e peças de valor. 
Esta exposição intitulada, ” A Morte: Ritos e Artefactos” foi inaugurada nas galerias secundárias do MANVR e irá estar em cena até dia 30 de Abril contando com guias para grupos de visitantes bem como suportes de audiovisual e material para os mais novos.
As entradas são gratuitas podendo deslocar-se a pé ou de carro ao Museu, localizado na Rua do Rossio logo atrás da rua direita da cidade. pecando apenas pela escassez de conteúdo á vista. 

Uma retrospectiva daquilo que foi a evolução antropológica e sua relação com o momento fúnebre.




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