Archive for the 'Jornalismo' Category

14
Maio
08

Achas que o jornalismo on-line vai substituir a imprensa em papel?

Esta é a pergunta que se impõe e que tem levado ao impasse da nova geração de jornalistas que materializa toda a frustração na continuidade dos seus futuros à frente das redacções e a ameaça invisível do trabalho precário e escassez de vagas. Numa amena troca de palavras, discutiu-se a presença dos suportes multimédia no exercício jornalístico moderno à conversa com alguns colegas meus da universidade, na disciplina de Economia política dos Media. Contraditório, múltiplas perspectivas e aditamentos é o que nos reserva este debate que vos transcrevo de seguida. Aproveitem:

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23
Abr
08

Bandeiras em tempos de crise.

A respeito de mais um caso sensível ao nível do jornalismo nacional, introduzo um tema que não sendo o mais representativo e dialéctico se impõe pelo seu carácter actual e normativo. Falo do caso de Fernanda Câncio, bandeira política nos dias que correm de certas bases do Partido Social Democrata (PSD) e novo alvo da enxuta comunidade blogosférica. Antes de deambular por acervos, factos, “opiniões” e difamações assinalo aqui a minha indignação por um “caso” que não é caso e que surpreendentemente foi feito ónus de uma estratégia político/partidária. Todas as motivações a defender são falíveis porque não se vislumbram aqui estados de espírito ou opiniões especulativas. Todo isto é do domínio dos próprios factos. Nada aqui escapa à verdadeira essência da questão. Contudo o constante clima de suspeição e calúnia, tantas vezes referido por José Miguel Júdice não esbarra no bom senso e consciência.

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13
Abr
08

MIGUEL PORTAS NA UTAD.

Por que caminhos se regem vocações tão tangíveis e ao mesmo tempo díspares como a comunicação social e a política? O que faz com que esses mesmos caminhos, aparentemente próximos e complementares, se distanciem por autonomia das suas funções?
Estas foram algumas das questões postas em debate na mais recente conferência sob o título: Política e Jornalismo; que teve lugar no Auditório 1.10 do Complexo Pedagógico da UTAD.

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09
Mar
08

Propaganda & Jornalismo II.

De Espanha, vem outro exemplo nada agradável de ineficiência jornalística timbrada por mais um caso de promiscuidade entre informação e propaganda.

A sensivelmente poucas horas das eleições que elegerão um novo governo constitucional, os partidos maioritários decidiram filtrar a informação dada aos periodistas afastando mesmo alguns, dos seus comícios e campanhas. O corolário de todo este Big Brother político, foi o fraudulento e vergonhoso debate que levou os dois potenciais candidatos a exporem as suas propostas finais a “nuestros hermanos”.

Equilibrando este debate estava uma marioneta tímida e acanhada, perdida no espaço e no tempo, a quem chamavam de jornalista. Esta indispensável figura limitava-se a controlar o tempo e a comunicar ao staff que os acompanhava, do nível de água presente nos “mediáticos copos”. Tudo estava meticulosamente preparado.

Não deixa de ser irónico que meses depois dos protestos (contem-nos pelos dedos) ao Ministro Santos Silva – que tutela a comunicação social – pelo novo enquadramento legal do estatuto do jornalista, vejamos mesmo aqui ao lado tratamentos tão desprestigiantes e imberbes à nobre arte de noticiar e difundir informação chocando pelo total descaramento com que se fazem.

O político transforma-se em jornalista, o jornalista em moço de recados e o órgão de comunicação social num mimetismo de estilo afiliado, tipo “Avante”.

No final, o comum cidadão é que sofre as consequências, posteriormente arrependendo-se, porque foi enganado com a mais pura e amadora propaganda política.

Já lá diz o povo: “De Espanha nem bom vento nem bom casamento”.

Desconhecia-se era este lado negro do jornalismo.

 

Publicado no Informativo, 09/03/08.
09
Mar
08

Propaganda & Jornalismo I.

Se decidirem recorrer a uma autoridade intelectual e procurarem no dicionário de Língua portuguesa os termos jornalismo e propaganda, provavelmente encontrarão definições ligeiramente diferentes uma da outra: para propaganda como acto ou efeito de propagar ou difundir um ideia, opinião ou doutrina; para jornalismo como forma de expressão que caracteriza os meios de comunicação social ou conjunto de meios de difusão de informação.

E isto vem a propósito de quê, perguntará o atento leitor.

Surge, pela dificuldade em conceber, hoje em dia nos media, certos critérios e metodologias com que se avançam para questões de inegável relevância social e que requerem de todas as forças civis (comunicação social incluída) a maior atenção e seriedade.

Não se percebe como, num espaço que se quer de ampla discussão com oratórias heterodoxas de parte a parte, as televisões que cobriam a greve dos professores, tenham alimentado a histeria contestatária e convidado a Ministra da Educação a responder a certas perguntas, por transeuntes, do tipo: “Porque é que não se demite? ou “Percebe alguma coisa de Educação?”

Não se percebe de igual forma, que entrevistas importantes e fiscalizadoras da ordem pública, como as da “Grande Reportagem” sejam conduzidas com tanta ligeireza, sem ser incómoda, num ritmo frouxo sem rasgos, do estilo late night show.

Ao ignorar algumas das regras básicas adjudicadas à sua prática profissional – a investigação; pesquisa; inovação – a classe jornalística contribui para o circo colectivo que se estabeleceu na baixa Lisboeta e para a projecção mediática de políticos engenhosos e demagógicos.

Ao invés, de dissecarem os casos com explicações científicas, quadros de referência ou retrospectivas gerais, preferem brindar-nos com perguntas de domínio público ou acusações passageiras que nada de novo trazem para o escrutínio político dos temas.

Ao veicular insultos gratuitos e teorias pedantes, os órgãos de comunicação social vêm substituir o seu papel de mediador social pelo de propaganda política

E aí, é que as definições vistas e revistas nos dicionários, enciclopédias e “wikipédias” começam a aproximar-se de um ponto de vista prático. E a fronteira ténue entre propaganda e informação começa a esmorecer em nome do absolutismo.




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