Archive for the 'educação' Category

18
Maio
08

Perspectiva histórica da educação bilingue, nos EUA.

A realidade a que muitos chamam de nova, da importância na aprendizagem de línguas estrangeiras, hoje em dia, deu um grande passo virando quase senso comum.
É da maior relevância o papel da língua na comunicação social, num tempo dominado pela globalização, pela notícia e pelo conceito de cultura reciclável. O mundo funciona mais rápido, ou assim o parece.
Indissociável do tema da linguagem e sua convivência cultural, estão sem dúvida os Estados Unidos da América que pela sua diversidade étnica e humana, reflectem o seu pluralismo e riqueza mas que por outro lado gera uma crise de identidade nacional e especificamente linguística que atravessa os seus 50 estados e atormentando o seu futuro.

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10
Maio
08

Multiculturalismo Identitário e os Dilemas Étnicos nos EUA.

Ao confrontarmos os estudos étnicos e plurilinguísticos nos Estados unidos, neste virar de milénio e com as afirmações grupais de minorias cada vez mais audíveis no que à igualdade e reconhecimento epistémico concerne, denotamos um espaço contraditório de múltiplas posições opostas entre dois discursos dominantes e que perseguem os destinos sociais da América, desde Lincoln, passando por Luther King, Kennedy ou mesmo os Hippies, até, se quisermos, à desconfiança actual para com as populações Muçulmanas e do norte de África, facto generalizado pelo terrorismo religioso.

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16
Mar
08

Sintomático do dever de reformar.

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( clique na foto para ampliar)

Este é um caso vulgar, por muito que nos custe admitir. E não poderia vir em altura mais propícia. Coloco-o de forma propositada não só pelo cariz humorístico como pelo paradigmatismo de uma reforma da educação que tem de ser levada para a frente custe o que custar. Ao revés de minudências truculentas e establishments arcaizantes e conservadores que não fazem nada mais do que atrasar o progresso estrutural de um país que passou as últimas décadas a olhar a “Europa” a quilómetros de distância.

Para que daqui a alguns anos alguém tenha a decência e a compostura de não dar uma resposta idêntica a um docente escolar. Para que a figura do pai e de mãe não se substitua à do professor e para que essa mesma figura paterna tenha a prudência de confiar o seu filho a um lugar onde se aprende e se é incitado a aprender. 

Porque quer queiramos quer não, toda esta encenação da correpondência escolar só resulta e ganha forma pelo “eduquês” salazarento que alastrou pelo portugal rural do século XX. Onde subsistia uma classe letrada aristocrática e endinheirada e uma pequena burguesia num mar plebe de gente que via a ordenha e o campo como futuro de vida. Onde a escola e o alfabeto eram “luxos de ricos” além de irrelevantes e proibitivos numa ditadura “fascistóide” e lúgubre. E é por isso (e não só) que vivemos num regime democrático – para mudar.  

13
Mar
08

“Shot” da semana #1.

Num pequeno comentário o estudante Tiago Mendes, reflecte o essencial do grosso da questão. A questão massiva é a indignação contagiada pelos professores, já aqui por mim interpretada, numa perspectiva de informação. Discute-se o quê, é a questão levantada pelo meu jovem colega. A insipiência de causa e luta e a histeria colectiva são a palavra de ordem. Ao mesmo ritmo da cantilena corporativasta: “Está na hora de ir embora!”

No final, o que resta é a urgência reformista de estruturas bloqueadas e obsoletas. E o diálogo interorganizacional que se sacrificou pela carcaça de uma manifestação vistosa e – como veremos daqui a uns tempos – inútil:

 (sobre a manifestação):
 «…Como é que um Governo ou uma Ministra hão-de ceder perante alguém que não sabe o que quer? Depois de declarações deste tipo, fica a sensação de que muitos dos milhares de manifestantes foram para a rua pelo movimento e não pela causa. Ou então até têm causa própria, bem lá no fundo do consciente: a progressão na carreira através da longevidade, por exemplo. Escreve-se que os alunos serão imensamente prejudicados com novas medidas desajustadas. Porém, só se ouve falar dos ataques à profissão e das políticas insultuosas praticadas pelo ministério.
Um pouco de transparência assentaria bem melhor do que a irreverência.
No final, e mais uma vez, prova-se que se prefere quantidade em vez de qualidade. É por isso que a montanha , mais uma vez, irá parir um rato…»




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