Archive for the 'Mundo' Category

04
Mar
09

Entre um horizonte e um pixel.

Que melhor maneira do que esta para dar início às hostilidades.

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22
Mar
08

Virtuosismo Africano.


Toumani Diabaté

The Mandé Variations

Ed. World Circuit;Distr. Megamúsica

 

 

 

Há algo de inexplicavelmente belo nesta música que nos transporta, por paisagens etéreas e ao colo de um purismo artístico tipicamente rústico, ao mais essencial testemunho de vitalidade artística Africana

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16
Mar
08

A brincar, a brincar…

cazemlnr.jpg

09
Mar
08

Propaganda & Jornalismo II.

De Espanha, vem outro exemplo nada agradável de ineficiência jornalística timbrada por mais um caso de promiscuidade entre informação e propaganda.

A sensivelmente poucas horas das eleições que elegerão um novo governo constitucional, os partidos maioritários decidiram filtrar a informação dada aos periodistas afastando mesmo alguns, dos seus comícios e campanhas. O corolário de todo este Big Brother político, foi o fraudulento e vergonhoso debate que levou os dois potenciais candidatos a exporem as suas propostas finais a “nuestros hermanos”.

Equilibrando este debate estava uma marioneta tímida e acanhada, perdida no espaço e no tempo, a quem chamavam de jornalista. Esta indispensável figura limitava-se a controlar o tempo e a comunicar ao staff que os acompanhava, do nível de água presente nos “mediáticos copos”. Tudo estava meticulosamente preparado.

Não deixa de ser irónico que meses depois dos protestos (contem-nos pelos dedos) ao Ministro Santos Silva – que tutela a comunicação social – pelo novo enquadramento legal do estatuto do jornalista, vejamos mesmo aqui ao lado tratamentos tão desprestigiantes e imberbes à nobre arte de noticiar e difundir informação chocando pelo total descaramento com que se fazem.

O político transforma-se em jornalista, o jornalista em moço de recados e o órgão de comunicação social num mimetismo de estilo afiliado, tipo “Avante”.

No final, o comum cidadão é que sofre as consequências, posteriormente arrependendo-se, porque foi enganado com a mais pura e amadora propaganda política.

Já lá diz o povo: “De Espanha nem bom vento nem bom casamento”.

Desconhecia-se era este lado negro do jornalismo.

 

Publicado no Informativo, 09/03/08.
08
Mar
08

Porque Cuba, não é só Fidel.

Ibrahim Ferrer (1927-2005), el señor de los boleros.

08
Mar
08

Os EUA e o Mundo.

Ao permitir-me escrever estas linhas dou azo à minha reflexão sobre o Estado do Ocidente nos dois lados do Atlântico. Uma América a tentar reerguer-se do colapso de quase oito anos de uma incompreensível administração Bush e uma inconstante e diletante zona Europeia que cada vez mais se evidencia como lembrete daquilo que foi numa figura de ancião avulso à mudança e expectante quanto ao aparecimento das novas “potências” do Mundo Global. Mas não é sobre a situação das instituições e organismos governamentais que vos falo neste texto. O meu raciocínio é um tanto mais profundo.     

Dando como adquirido que as sociedades modernas estão em mudança constante, aprender a mudar a nossa forma de pensar ajustando-as às necessidades e idiossincrasias actuais, nem sempre é tarefa fácil. Pelo contrário, é mais fácil resistir à mudança do que tentar aceitá-la ou pelo menos permitir-se a experimentá-la. Ir na onda da crítica fácil e da análise superficial tem sido a prática habitual de uma sociedade de informação viciada e igualmente superficial

Distantes que estão todas as movimentações históricas, migratórias, culturais e reivindicativas ainda que presente em muitas consciências, pelas boas e as más razões, há que assentar um modelo social de integração e convergência nas múltiplas plataformas e conceitos que se conjecturam beneméritas às minorias, correspondidas por raça, sexo, credo e cor.

No que toca à compreensão dos EUA e dados os episódios mais recentes da história do País se me perguntarem se este conceito é de fácil aplicação, replicarei de imediato que não, atendendo às próprias origens e progressos de tão vasto País. País esse, que não é mais do que uma amostra difusa e extraordinariamente dinâmica daquilo que nós, Europeus, Africanos e Asiáticos, somos.

Acima de tudo e respeitando os legítimos mas falíveis conceitos de salad bowl ou melting pot, os EUA representam o sucesso e a grandeza do “novo mundo”. Um Éden de esperança em que todas as diferenças se esbatem num modelo plural que ninguém se atreve a qualificar ou classificar. Um Modelo que os leva a todos a defender a sua bandeira e o seu hino. Em síntese, um mosaico cultural numa sala vertiginosa de janelas abertas ao Mundo que materializa a ideologia nacionalista de um mantra europeísta.

É curioso no entanto, repararmos nas mais ressaltivas orientações sociais e nacionais, de cada um dos lados do Atlântico, pois desde sempre compreendi a América como um grupo de Estados Unidos a concorrer frente a Estados Isolados. Estados compostos por gente diferente de tradições singulares, unidos por um Sistema Político aglutinador, mas que ao fim e ao cabo, não passa disso. As características diferentes e distantes inter pares, permanecem sem se tornarem residuais.

Do outro lado da barricada, os meus botões me dizem, que a grande ambiguidade Europeísta do novo século reside no contra-senso em se tornarem a profecia dos Estados Unidos da Europa por fragmentos nacionalistas cujas sucessivas divisões étnicas, religiosas ou mesmo politiqueiras, estruturaram o “Velho Continente” num demorado e impaciente “puzzle” geográfico. O Kosovo é só mais um exemplo do que menciono, parecendo-nos unidos perante o Mundo numa efervescência separatista de dimensão empírica criteriosa.

Por terras de “Tio Sam” isto não se verifica por uma razão muito simples: sempre conviveram com esta “filosofia de alteridade” desde o seu germinar até à candidatura presidencial de um Afro-americano. E encaram-na como uma realidade permanente e irreversível.

Ao condensar o que de melhor e pior nós temos, os norte-americanos esboçam, da mesma forma, as atribulações e implosões sociais que vão ocorrendo nos lugares-comuns de cada canto do planeta. Como se fossem espelhos disformes de todos os outros.

A possível eleição democrata apelará a isso e ditará os destinos da América no que toca ao terrorismo a à radicalização do gosto. E vem pôr término à proselitista e demagógica teoria de que “quem não gosta de Bush, não gosta da América”. Como se não houvessem razões de propriedade moral e intelectual a apontar a tão triste e evangélica figura. 

Para que a normalidade se reinstale, basta que se apele ao Humanismo e á Tolerância. Que é Europeia de certidão, e Americana de testemunho.




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