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13
Abr

MIGUEL PORTAS NA UTAD.

Por que caminhos se regem vocações tão tangíveis e ao mesmo tempo díspares como a comunicação social e a política? O que faz com que esses mesmos caminhos, aparentemente próximos e complementares, se distanciem por autonomia das suas funções?
Estas foram algumas das questões postas em debate na mais recente conferência sob o título: Política e Jornalismo; que teve lugar no Auditório 1.10 do Complexo Pedagógico da UTAD.

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30
Mar

“The Lovebirds” - Uma viagem por Lisboa.

Pergunte-se que visão toponímica da Portugalidade premente – ou a bom rigor, da capital – terá um nosso emigrante em nova Iorque que partiu como músico e voltou como cinéfilo? Que a usa a seu bel-prazer como pano de fundo do seu caldo de cultura e lhe dá uma muy característica representatividade nocturna ao desembargar uma série de estórias que conjuntas compõem o seu mais recente filme?
Apresento-vos Bruno de Almeida e a sua mais recente obra “The Lovebirds” um testemunho de resistência ao cinema de grande escala (vulgo, Blockbusters) cointerpretada por amizades de datas americanas (Michael Imperioli e John Ventimiglia de “Os Sopranos” e Drena de Niro, filha do dito cujo) e corealizada pela nova proposta de filmagem digital que o jovem cineasta imprime activamente fruto do voluntarismo, deleite e interacção que pautam estas seis histórias que se cruzam e descruzam, roubando protagonismo anacronicamente e golpeando a alma no silêncio gritante de um palco intemporal e inspirador.
É nesta colecção de vinhetas que a liberdade criativa e os focos de intensidade se redistribuem ao abrigo do livre arbítrio do autor. Incorporado, também, pelas participações sui generis de Joe Berardo (como produtor de cinema), Fernando Lopes (decano do cinema de expressão portuguesa) e dos actores “tugas” Rogério Samora, Joaquim de Almeida e Ana Padrão esta longa-metragem tem o condão de estampar as várias “realidades” do autor em momentos simbólicos do (dito) cinema europeu, “diálogos emocionais” que percorrem idiossincrasias pós-modernas expressas na própria imagem descritiva dos actores e nas sátiras mordazes que vagueiam o filme na Lisboa que anoitece.
“The Lovebirds” é um filme descomprometido, de amigos. Que progressivamente se consome pela câmara do realizador. E por essa razão exige muito mais da crítica e do espectador na sua contemplação do que ao seu próprio feitor. Podemos considerá-lo amador e displicente ou um corajoso sopro de resiliência perante a subsidiodependência vigente e padronização de costumes. Não existe é retorno possível atendendo à verdadeira natureza do filme. É um filme distante que cativa e prende a atenção por lugares e cenas comuns e que se liberta pelo interior da cidade conjugando enquadramentos e filmagens espontâneas, elípticas e egoístas.
Destaque para a confissão quase homoautoral de Fernando Lopes no seu monólogo dentro do “ringue” e para as cenas alegóricas de descoberta de um “novo mundo” personificadas na cumplicidade entre Imperioli e Ana Padrão.
“The Collection” já tinha sido assim, vindo da excêntrica Nova Iorque e pronto para “recomeçar” Bruno de almeida liberta-se de homenagens missionárias (“The Art of Amália”, 2000), de paródias anárquicas (“O Candidato Vieira”, 2004) e abraça o embrião solitário do “indie digital” versão high tech de um artesanal e autosuficiente John Cassavetes do séc. XXI.
The Lovebirds é pela modéstia e improviso a espinha dorsal e o apêndice do olhar de um português para Portugal, lapidada por uma forma tão rara de fazer as coisas: independência.

29
Mar

A MORTE ESTÁ EM CENA.

“O Homem, de entre todos os seres vivos, parece ser o único a ter consciência da inevitabilidade da sua própria morte . Esta consciência aparenta ser tão antiga quanto a sua própria existência. O Homem é filho do tempo e toda a sua subsistência é patenteada entre dois pontos, ambos misteriosos - o nascimento e a morte.”, assim se introduz o delicado mas profundo tema da morte, desafio que o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (MANVR) levou a cabo nas suas galerias dedicadas às exposições temporárias e que partilha o espaço com as restantes exposições de moedas arcaicas e peças antigas.
De facto, desde a Pré-história até aos dias de hoje, o Homem sempre nutriu uma relação especial com o culminar da vida que transparece na própria religião, nos rituais, medos e presságios. O paganismo, o Politeísmo, a viagem pelos dois mundos serviu, em tempos idos, como justificação para cremações, embalsamentos e demais ritos e cerimónias tentando explicar às comunidades de outrora, os fundamentos de tudo aquilo que os ultrapassava racionalmente.morte_poster_pequeno.jpg
Podemos observar no Museu vários fragmentos de objectos que supostamente pertenciam aos falecidos, sepulturas, aras, epígrafes e ao mesmo tempo perceber melhor as superstições e práticas devotas que os antigos adoptavam como suas e que lhes facilitava o sentido desse estado simbólico e misterioso que é o fim da existência. Com um enfoque mais varido para a recolha selctiva de peças Romanas e Celtas -  fruto do exponencial arqueológico riquíssimo na região - a exposição apresenta-nos uma sequência cronológica das partes integrantes auxiliado por textos de orientação, pecando apenas pela escassez de recursos e peças de valor. 
Esta exposição intitulada, ” A Morte: Ritos e Artefactos” foi inaugurada nas galerias secundárias do MANVR e irá estar em cena até dia 30 de Abril contando com guias para grupos de visitantes bem como suportes de audiovisual e material para os mais novos.
As entradas são gratuitas podendo deslocar-se a pé ou de carro ao Museu, localizado na Rua do Rossio logo atrás da rua direita da cidade. pecando apenas pela escassez de conteúdo á vista. 

Uma retrospectiva daquilo que foi a evolução antropológica e sua relação com o momento fúnebre.

27
Mar

Momentos Musicais de 2007… I.


“Kingdom” - Dave Gahan

Can you feel me coming?
Open the door, it’s only me
I have that desperate feeling
And trouble is were I’m going to be

I know you hear me knocking
So open the door and set me free

If there’s a kingdom beyond it all
Is there a God that loves us all
Do we believe in love at all?
I’m still pretending I’m not a fool

So in your infinite wisdom
You show me how this life should be
All your love and glory
Doesn’t mean that much to me

If there’s a kingdom beyond it all
Is there a God that loves us all
Do we believe in love at all?
I’m still pretending I’m not a fool

24
Mar

Será mesmo ?

Preparam-se para encarar um “Portugal” que não veêm em jornais, blogues, nem nos mais pessimistas comentários. Esta é uma visão realista, de sucesso, de um país sem mediatismo nem reconhecimento. Admito que na primeira vez que o li, senti-me desconfortável tal era o distanciamento com o país apreendido que nos esbanjam pela casa adentro. Afogado por este “Portugalinho” falhado que serve para alimentar o ego de muita gente e vender jornais. Afinal, depois de ler isto, o caro leitor concluirá que na maioria dos casos só nos deixam ver aquilo que nos desanima e nos envergonha - o Portugal na lama. Porque esta mentalidade autofágica e mutiladora, adicta de crenças e opiniões acéfalas é o reflexo da lavagem cerebral que não nos deixa enxergar «o caminho» e «a missão».
Convosco fica o Portugal de Nicolau Santos, director-adjunto do EXPRESSO:

Continue a ler ‘Será mesmo ?’

23
Mar

Poeta castrado, não!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;          
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria            
uma coragem serena                                                            
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

by José Carlos Ary dos Santos

22
Mar

Aditamentos.

Porque uma (ou mais) imagem vale mais do que mil palavras e porque certos veredictos de tão óbvios, revistados e rebarbados que estão só com um trago de humor é que se engolem :

 

Ainda sobre o caso da polémica no “ringue” da Carolina Michaelis aqui ficam algumas teorizações de recepção, ao nível do contexto social de cada texto. Associem-se à vossa preferida ou pelo contrário argumentem com as vossas próprias linhas e marquem-nas aqui na caixa de comentários. Serão bem vindos:

Já pela minha caseira e aconchegante “cidade académica”, o Comunicamos continua de pedra e cal a actualizar o seu corpo noticioso com espírito de missão; o informativo online, tiradas uma férias forçadas da sua equipa de trabalho dedica-se agora a reviews de discos, filmes e livros; o Hugo encetada a sua aventura pela blogosfera dedica-se a exorcisar os seus anjos negros e a exprimir a sua verdadeira identidade enquanto o Nuno verbaliza e desconstrói o meio que o rodeia dissertando sobre valores suprafísicos.    

Boa sorte para todos.

22
Mar

Virtuosismo Africano.

Toumani Diabaté
The Mandé Variations
Ed. World Circuit; Distr. Megamúsica

 

Depois de 19 anos de colaborações com artistas do calibre de Ali Farka Touré, Ry Cooder ou Taj Hahal e intensos concertos com a sua Symmetric Orchestra, “The Mandé Variations” vem suprir o hiato imposto pelo primeiro álbum de originais e a solo (“Kairo”), deste génio Maliano com o seu objecto de estimação, a exótica Kora.
Habituado a tocar desde os 5 anos por influência do pai este peculiar instrumento aparentemente agraciado pelos Deuses, Toumani Diabaté transcende-se mais uma vez e apresenta-nos, na linha do que foi o seu disco de apresentação, oito faixas emanadas do rico e particular imaginário tradicional Africano, do seu cancioneiro e da potência em bruto que irradia este primado musical.
Oito faixas indistinguíveis que perfazem uma longa e deleitosa melodia rasgada por improvisos repentinos e uma base rítmica de baixo – com referências ao tribalismo e a algo que poderíamos chamar, passe o paralelismo cinematográfico, de «música de autor».
E Toumani é exímio a tocá-lo. A bem da verdade, a profundidade que assola esta quase uma hora de audição toma contornos metafísicos e de extrema sensibilidade na exegese sonora de cada um. Há algo de inexplicavelmente belo nesta música que nos transporta, por paisagens etéreas e ao colo de um purismo artístico tipicamente rústico, ao mais essencial testemunho de vitalidade artística Africana.
Um conjunto de músicas que respira folklore local mas que serve também como extensão do indivíduo perante o objecto. Não será exagerado dizer que os dois fundem-se, tal é o perfeccionismo e a tranquilidade do executante e do executado.
Imprescindível para quem quiser (re)descobrir o estado mais puro da espiritualidade musical. Recomendado para qualquer hedonista e libertário errante à mercê da World Music actual.
Resumindo: algo que toda a gente deveria escutar pelo menos uma vez na vida descomprometidamente e em nome da arte pela arte.

Alinhamento do álbum:

1 Si naani 10:28
2 Elyne Road 8:48
3 Ali Farka Toure 6:18
4 Kaouding Cissoko 6:25
5 Ismael Drame 5:44
6 Djourou Kara Nany 6:51
7 El Nabiyouna 6:02
8 Cantelowes 6:56

 

20
Mar

Jogos Olímpicos da vergonha.

Numa encruzilhada entre a herança histórica maoísta e a exploração económica do seu capitalismo selvagem. Assim se vê no novo milénio a mais poderosa potência crescente do Globo. Um híbrido implacável pairando entre a rigidez interna dos seus concidadãos e o desrespeito pelas medidas ambientais consagradas em Quioto. O condicionamento dum direito para nós tão banalizado como a liberdade e o liberalismo económico ocidental coadjuvado pelo favorecimento fiscal de imigrantes e a antítese na protecção laboral da sua população. Por outras palavras, a China está se bem marimbando para a ética ocidental e para purismos ideológicos e filosofias budistas. Modernizaram o seu comunismo encapuçando-o de corrector de bolsa. Descobriram a fórmula do sucesso e não pretendem abdicar dela. Nem que para isso seja preciso abalroar um tesouro cultural milenar, património mundial perdido nas largas encostas e cadeias montanhosas Tibetanas. Vem isto a propósito de mais um caso de convulsões socias e do tema que está nas bocas do Mundo.

Quis o Comité Olímpico Internacional (COI), que Beijing (Pequim) fosse a cidade escolhida para acolher os Jogos Olímpicos deste ano. Como já não bastavam os protestos de alguns atletas perante o smog que envolve a cidade com sérios riscos para as performances nas modalidades da maratona e marcha, tinha de vir esta polémica para arruinar as suas pretensões de elegante anfitrião de baile de gala. Como sempre, as fraquezas descobrem-se debaixo dos lençóis e esta maçada veio à tona sob a discutível legitimidade Chinesa em cumprir o que estava prometido. Este vosso escriba como não tem tento na língua nem pretende prestar contas a blocos de interesse e a partidos (passe a redundância) acusa o Partido Comunista Chinês de genocídio cultural e repressão por uso de força de uma região soberana e com as valências necessárias para se desvincular de qualquer agregação imperial. Não nos esquecemos que esse império infindável que é a República Popular da China teve a sua génese numa confederação de povos, uns subjugados a outros numa galopante conquista de base.

Posto isto a verdade é que se tentou por este mundo social, democrata, rico e tolerante desvalorizar e, em alturas várias, desvirtuar tais factos. O COI nem sequer ponderou a interrupção dos trabalhos. A ONU safou-se de mansinho e sacudiu a chuva para outra capota. Os EUA… bem os States têm mais é do que se preocupar com isto. Até o Comité Olímpico Português já veio mostrar a sua concordância com a gerência. É claro que o princípio da passividade das Nações e Estados Unidos assenta que nem uma luva para não acordar o monstro adormecido. Para quê, preocuparem-se com ninharias? Para quê, reclamarem os nobres ideais Olímpicos? No final, tudo será uma reedição do que se passou anteriormente. Ou seja, nada de alarmes, nada de boicotes. Algumas almas podem pagar o custo dos flashes e correrias com a tocha acesa.

A propósito, Francisco josé Viegas:

“O capitalismo perdoa aos chineses todas as perversões cometidas, em nome do mercado; alguma esquerda perdoa à China todos os desvios em nome de um realismo incalculável. Os Jogos Olímpicos, até agora, têm sido cenário de grandes cedências e de grandes hipocrisias – mas nenhuma ultrapassa as de Pequim.”

Publicado, no Informativo, 24/03/08.
19
Mar

O amargo sabor das palavras.

“Shadowplay” - Joy Division

To the centre of the city where all roads meet, waiting for you,
To the depths of the ocean where all hopes sank, searching for you,
I was moving through the silence without motion, waiting for you
In a room with a window in the corner, I found truth

In the shadowplay, acting out your own death, knowing no more
As the assassins all grouped in four lines, dancing on the floor,
And with cold steel, odour on their bodies, made a move to connect
But I could only stare in disbelief as the crowds all left

I did everything, everything I wanted to,
I let them use you, for their own ends,
To the centre of the city in the night, waiting for you,
To the centre of the city in the night, waiting for you.

by Ian Curtis

19
Mar

Atmosferas insulares.

“Five Thousand more” - Clann Zú

Porque existe uma alternativa à pandomina trauliteira das MTV’s, rádio comerciais e tops discográficos. Quando o verdadeiro sentido do gosto e do deleite se vale da sensibilidade perdurante ao arrepio da imediatez. Pela perfeita sintonia entre som, cor, geometria e sinergias. Porque quem realmente gosta, corre atrás. Porque a beleza suprema reside no detalhe e na impressão. Já que ouvir música ou se preferirem degustar uma canção, não é suposto ser uma coisa fácil.

Boa Noite.

19
Mar

Nós e os bichos!

A verdade é que está cenário político está a entrar no domínio do completo caos. Despindo a capa de blogger respeitável apetece dizer que está tudo doido.
Quem é esta gente desocupada e mentalmente apática que se preocupa em legislar um dia nacional para os cães. Sim, ouviram bem, não é nenhuma brincadeira ou metáfora de qualquer espécie.
Anda a rolar por esta altura, uma petição na bancada do PSD que visa reconhecer o nosso “melhor amigo” em data simbólica como prioridade nacional, em cadernos de encargos de indivíduos como Ana Manso, Montalvão Machado ou Marques Guedes - este aliás, líder parlamentar.
Eu já nem falo que os dias nacionais e feriados incorrem a tributos humanistas, que a atribulação interna do PSD justifique certos folhetins arremessando areia para os olhos de muita gente. Ou que o sentido obrigatório da acção política deve ter em conta outras pastas de interesse nacional.
Mas é sempre bom reconhecer quais as medidas que os “laranjas” cogitam para prevenir o abandono e maltrato de animais domésticos.
Até porque a sensibilização social conjugada com o enquadramento legal de protecção a animais domésticos pode e deve ser um imperativo de um estado de direito. Mas o ridículo tem limites ao considerar esta ideia peregrina e o rol de aberrações políticas que aí se fazem.
Mesmo que muitos ignorem alguns princípios básicos da democracia, uma câmara de deputados representativa dos seus eleitores tem como função orientar os destinos de uma nação de acordo com regras de bom-senso e racionalidade prática. Esta proposta é um atentado à confiança e respeito de qualquer cidadão informado, independente e mentalmente estável.
Mas atendendo o que temos visto desta associação recreativa (PSD) como lhe chama o Henrique Raposo nada disto é estranho e imprevisível.
À falta de uma estratégia responsável e alternativa cada um joga com o que tem e com que nos pode dar. E esse é o verdadeiro problema da direita nos dias que correm.

19
Mar

O Socialismo ideal sul-americano.

18
Mar

Proposta da semana #2.

The Lovebirds

Ano: 2007                                                                                                   lovebirds.jpg
Estreia nacional: 13 de Março de 2008
País: EUA, Portugal
Género: Drama
Distribuidora: Midas Filmes

Realização:
Bruno de Almeida

Intérpretes:
Michael Imperioli, Joaquim de Almeida, John Ventimiglia, Rogério Samora, Ana Padrão, Drena de Niro.

Sinopse:
Em Lisboa, no decorrer de uma noite, seis histórias desenrolam-se em simultâneo. Um americano, no metro, cruza o seu olhar com uma rapariga e não resiste a persegui-la pelos becos de Alfama, na lembrança de um outro amor, a sua mulher, já falecida. Dois malandrins, sem eira nem beira, dedicam-se a pequenos roubos e não sabem se querem ser amigos ou separar-se. Um realizador de cinema faz um filme sobre boxe, sabendo que aquele será o seu último combate. Um arqueólogo que um dia chegou a Lisboa e que por cá continua, muitos anos depois, sem mesmo à noite abandonar a sua escavação e o seu amigo que tenta pela última vez trazê-lo à vida. Um taxista emigrante apaixonado por uma prostituta, que assassina, para logo a seguir ajudar uma jovem a dar à luz. Um piloto de aviões que, fora do matrimónio, acaba por se meter em situações embaraçosas…

18
Mar

Sangue Novo.

Regozijo-me pela nomeação de Pedro Mexia a novo subdirector da Cinemateca Portuguesa. Felicito também a continuidade do decano João Bénard da Costa ao leme da instituição. Considero que assim se deram passos importantes para uma meritocracia pública e cultural tantas vezes desvalorizada em prol dos jobs for the boys.

“Poderá haver alguma vantagem em ir buscar alguém de fora, como eu, para evitar a conflitualidade óbvia que se vive no meio do cinema. Não propriamente uma conflitualidade com a Cinemateca, mas com a política de subsídios, que tem tido entendimentos diferentes da parte dos realizadores portugueses. Será Manoel de Oliveira um génio? A pergunta não é pacífica.” refere o jovem escritor.

Intelectual moderado, heterodoxo (como lhe pintam) das letras, poeta e crítico a escolha não podia ser a mais acertada para fazer a junção entre a experiência e ensejo dos mais velhos com a irreverência e vitalidade dos mais novos. A cinemateca portuguesa não pode continuar a delegar as suas funções apenas para arquivistas e penitentes inveterados. Nem a a arte feita em Portugal pode continuar a basear a sua existência na subsiodiodependência crónica bem como continuar a suprimir os seus talentos e logros pelas penosas justificações de falta de “apoios”.

A nomeação de Mexia bem como a renovação de Bénard da Costa é um manifesto de sobrevivência pela justiça artística.
Porque acima de tudo e de todos os “défices”, passivos, ambulâncias e professores a nossa memória colectiva e expressão cultural será sempre a unidade distintiva de um Português pelos quatro cantos do mundo. Well done, José Pinto Ribeiro.

18
Mar

Shot da semana #2.

«…Em 2005, o PS potenciou e muito os seus ganhos com votos de rejeição contra a “oferta” que o PSD dava ao eleitorado. Há alguma razão para pensar que (o eleitorado) em 2009 vai adorar o que rejeitou em 2005? Nenhuma.»

by José Pacheco Pereira, in Abrupto.

O problema que se coloca actualmente no PSD não são as supostas elites a fazer pressão interna tampouco é a liderança do Engenheiro Sócrates. Impõe-se pela acção inócua e anódina de uma opção para 2009 que de facto não é. Que se descredibiliza a cada momento que a sua leadership abre a boca em público, recorrendo ao populismo mais barato de atacar uma proposta sem viabilizar nenhuma alternativa. Desfazendo a simbologia histórica e referencial de um logotipo em nome da moda Sarkozy. Caracterizando uma incoerência pública escandalosa pautada pelas intermitências de Menezes, pela incompetência de Santana e pela grosseria de Ribau. Algo se passa, no reino social democrata.

17
Mar

Défice democrático!?! Onde?

  99,7%…

…é a percentagem pela qual Alberto João Jardim foi eleito presidente da Comissão Política Regional do PSD-Madeira. Imagino o que terão feito ao militante 0,3% - salvo se for abstenção, é claro. Já lá dizia o outro, que a Madeira não é uma autocracia. Por estes números, é um unanimismo.  

16
Mar

Fantasma da Ópera: impacto social e deriva estética.

Após múltiplas versões, adaptações e espoliações à obra visionária e clássica do escritor/jornalista Francês Gaston Leroux é importante verificar o que de substancial e perdurante ficou de tantas interpretações e leituras.
Que o cinema e as artes de espectáculo se tornaram voláteis pelo mediatismo do consumo moderno e a memória colectiva desgastada pelas sobredoses industriais de produtos resultantes, é um facto.
Mas esses entraves, paradoxalmente, tornam ainda mais extensível a proeminência do objecto criado entre a miscelânea da quantidade e da qualidade – quando a há.

Continue a ler ‘Fantasma da Ópera: impacto social e deriva estética.’

16
Mar

“Caminharei pelo vale da morte e terei sucesso, porque sei que Deus está comigo!!!”

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 Legado Bush:

  1. Uma guerra; milhares de mortes; uma mentira.
  2. Um discurso e uma actividade de política externa imperialista e troglodita; políticas de conveniência em zonas estratégicas do globo.
  3. Guantánamo, tortura e o pânico ao Islamismo. 
  4. Uma economia americana cada vez mais frágil, com o dólar a cair e a perder valor face ao euro.
  5. Um passivo recorde na já longa democracia dos states.
  6. Uma economia global a sofrer na pele as consequência evitáveis da especulação imboliária e do subprime.
  7. Uma política de imigração de exclusão e nacionalista, na linha republicana.
  8. O afastamento escolar de línguas minoritárias dentro do espaço americano (a portuguesa como exemplo); a consequente fragilização da cultura tradicional bilingue americana.
  9. A defesa da pena de morte no dito país mais desenvolvido e rico do Mundo
  10. Uma figura ridícula e pobre intelectualmente imbuída num espírito fanático religioso que faz as maravilhas do Daily Show e do Colbert Report.

Acrescentem mais alguma coisa, se eventualmente me esqueci de incluir mais um “feito” do nosso amigo “cowboy maluco”. Em construcção. 

16
Mar

Sintomático do dever de reformar.

tpc.jpg

( clique na foto para ampliar)

Este é um caso vulgar, por muito que nos custe admitir. E não poderia vir em altura mais propícia. Coloco-o de forma propositada não só pelo cariz humorístico como pelo paradigmatismo de uma reforma da educação que tem de ser levada para a frente custe o que custar. Ao revés de minudências truculentas e establishments arcaizantes e conservadores que não fazem nada mais do que atrasar o progresso estrutural de um país que passou as últimas décadas a olhar a “Europa” a quilómetros de distância.

Para que daqui a alguns anos alguém tenha a decência e a compostura de não dar uma resposta idêntica a um docente escolar. Para que a figura do pai e de mãe não se substitua à do professor e para que essa mesma figura paterna tenha a prudência de confiar o seu filho a um lugar onde se aprende e se é incitado a aprender. 

Porque quer queiramos quer não, toda esta encenação da correpondência escolar só resulta e ganha forma pelo “eduquês” salazarento que alastrou pelo portugal rural do século XX. Onde subsistia uma classe letrada aristocrática e endinheirada e uma pequena burguesia num mar plebe de gente que via a ordenha e o campo como futuro de vida. Onde a escola e o alfabeto eram “luxos de ricos” além de irrelevantes e proibitivos numa ditadura “fascistóide” e lúgubre. E é por isso (e não só) que vivemos num regime democrático - para mudar.  




Cérebro da operação.

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