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	<title>A verdade da mentira!</title>
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	<description>Uma tentativa de corromper aquilo que me ultrapassa !!!</description>
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		<title>A verdade da mentira!</title>
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		<title>Democracia Participativa e Representativa</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 18:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Para enquadrar a função e estatuto das democracias participativas devemos fazer uma retrospectiva daquilo que foi a evolução do papel dos governos, das sociedades e dos organismo privados até hoje. Já na Grécia clássica se vinha desenvolvendo um esboço daquilo viriam a ser as nossas democracias consolidadas. Beneficiando da organização estrutural da suas sociedades e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=319&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Para enquadrar a função e estatuto das democracias participativas devemos fazer uma retrospectiva daquilo que foi a evolução do papel dos governos, das sociedades e dos organismo privados até hoje. Já na Grécia clássica se vinha desenvolvendo um esboço daquilo viriam a ser as nossas democracias consolidadas. Beneficiando da organização estrutural da suas sociedades e dos avanços geniais que fomentaram no pensamento filosófico da época, eles conceberam um modelo de participação individual que seria contemplado para qualquer cidadão – assim entendido – em plenário público. Este protótipo sistémico que nós denominamos como democracia directa estava pensado especificamente para a adaptação a um território prognosticado e sob um rígido crivo que era dado à actividade do cidadão.<br />
A representatividade e o acto eleitoral ainda não eram dados adquiridos pelas mesmas razões que impossibilitam a sua aplicação hoje em dia. Como se regiam por pequenas agremiações não se deparavam com a dificuldade tida na consulta individual de um vasto número de pessoas em larga escala, além dos custos económicos e temporais que isso acarretava. As democracias representativas que gozam hoje de uma considerável estima e protecção, abriram as portas para um novo modelo de reivindicação de direitos e igualdade social, rompendo com as antigas estruturas imobilistas ao nível laboral, patrimonial e, porque não dizer, mediático (Tocqueville, 1973).</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-319"></span> Na verdade, muitos acreditam que o aparecimento desta nova mutação participativa da democracia surgiu como resposta perante uma certa deturpação de valores da hierarquia constituinte, fomentada por uma feroz economia de mercado e pela expansão de uma corrente neoliberalista. Corrente essa, que sempre reclamou um laissez faire para com as empresas e uma certa dose de permissividade aos agentes reguladores. O alargamento a todos os cidadãos do direito ao voto autorizou a escolha de um Parlamento e de um Governo que reflectissem as ansiedades e desejos do povo soberano. Os círculos eleitorais serviriam para planificar as condições e número dos votantes, valorizando a sua inserção local e a responsabilidade em responder a esses mesmos eleitores. Esta conquista relativamente recente está subjacente à emergência das massas sociais que se transformaram no referente máximo da composição social. Este facto aliado à perda de privilégios dos “baronatos” e elites canonizadas fez com que o controlo da democracia representativa ficasse a cargo das tendências liberais e progressistas &#8211; que se opunham aos ideais conservadores – tornando-se a lógica dominante.<br />
Com uma economia de mercado que não contemplava obstáculos ao seu crescimento e com a consagração de um discurso unilateralista, a aparente deriva socialista e igualitária que recomendava oportunidade de trabalho e opinião, transformou-se numa sedenta corrida ao lucro fácil, ao individualismo pragmático e à não fiscalização da vida económica. A privatização do nosso sistema público agravou esta orientação embora atinja uma tónica diferente, baseada na nossa eminente crise de valores e deficiente espessura ético-moral. É unânime que em tempos de crise &#8211; não moral, mas económica &#8211; o funcionalismo público por via do estado serve de “bombeiro” e restaura a sua autoridade reguladora e politica. Porém e como regra geral em experiências passadas, estas situações são passageira e cíclicas. O desfasamento moral do poder, a mundialização exacerbada e a propaganda do lucro como criação de riqueza assumem mais uma vez os ditames gerais da sociedade. Isto retrata uma sensação volúvel do quotidiano como sociedade de espectáculo permanente, uma virtualidade do real que bloqueia o acesso à veracidade dos factos, um imediatismo e superficialidade das mais variadas experiência inter-relacionais, nas sociedades modernas.<br />
As próprias progressões na tecnologia e na cibernética foram paradigmáticas de uma mutação em curso que removeu os recursos excedentários a todos os níveis, em prol de uma nova operacionalização mais barata, célere e eficiente. As grandes conquistas laborais e cívicas conquistadas desde a revolução industrial até ao sindicalismo e ao situacionismo enquanto correntes politico/filosóficas deram lugar a uma sociedade monitorizada, tecnocrata e facilitista que produz autómatos como agentes de cooperação social. Os sucessivos ataques ao colectivismo e a estratégia económica da dispensa de trabalhadores, reforçadas por redes cruzadas de formatação de opinião, promoveram a instrumentalização politica de minorias poderosas e anónimas que encapuçadas por um modelo viciado detêm o poder de se auto-favorecerem. Este condicionamento cívico fez escola nas promessas eleitorais e no utilitarismo do voto enquanto factor de legitimação politica. Mas este oportunismo não é consequência prévia da globalização ou da evolução tecnológica nas suas acepções naturais e cristalinas, antes do aproveitamento que lhe é feito por uma já debatida elite dominante que se julga patrona do sistema.<br />
Para contrariar esta perversidade do sistema, o homem do século XXI necessita entender as demandas da democracia, tal e qual a antevemos. Necessita que se façam convergir os aspectos positivos da democracia directa e representativa para que se fundam num modelo de intervenção pública, renovado. Necessita de repensar  os novos movimentos sociais, suas estruturas e relações interpessoais, institucionais e organizacionais. Devemos assumir a nossa quota parte de culpa pelo estado geral da “coisa” pública e pela alienação dos valores que julgávamos excedidos no tempo. A democracia participativa passa acima de tudo por exercer a cidadania plena mas não só. A denúncia do clientelismo, do caciquismo, do nepotismo e do favorecimento ilícito são imperativos para que se caminhe em direcção à solvabilidade de um regime. Fazer valer a regulação das mais variadas instâncias da sociedade no desenvolvimento e sustentação de uma justiça social que detecte e actue em conformidade. Defender sempre e em qualquer circunstância o primado do politico sobre o económico e o eclesiástico. Contrariar as tendências actuais da partidocracia que esmaga uma sociedade activa e independente para o reequilíbrio da balança do poder (Sartori 2004: 113-127).<br />
Esta democracia que se quer atenta  e deliberativa  terá de se caracterizar num role de princípios teórico-normativos que incorporem o individuo no grupo e o grupo na vida colectiva das sociedades. A legitimidade terá de se reconhecer afiançando a acção politica das colectividades e a igualdade entre homens livres. Ao contrário da teorias realistas devemos ser idealistas e alimentar esta esperança utópica da perfeição democrática. Muito do que nos reservará o futuro, passarão por estas recomendações que revigoram a democracia participativa.</p>
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		<title>Opinião Pública: Bases e Fundamentos</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 18:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Instrumento de enorme valia nas sociedades liberais democráticas para a propagação de ideais e posições cívicas, a opinião pública assume-se hoje em dia como um grande indicador de representatividade colectiva nos espaços de decisão politica e social. Aliada a um cada vez maior despertar de interesses pluridisciplinares, a opinião pública foi ganhando ênfase na condução [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=316&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Instrumento de enorme valia nas sociedades liberais democráticas para a propagação de ideais e posições cívicas, a opinião pública assume-se hoje em dia como um grande indicador de representatividade colectiva nos espaços de decisão politica e social. Aliada a um cada vez maior despertar de interesses pluridisciplinares, a opinião pública foi ganhando ênfase na condução dos aspectos mais acessórios até aos mais determinantes, na vida política das pessoas. Servindo como fio de condutor entre os sectores de poder e os beneficiários dessas decisões, ela encerra em si grande da parte da responsabilidade social própria dos processos democráticos, exercendo uma liberdade individual implementada na representatividade de um dado grupo social. Segundo o historiador, Maxwell McCombs, opinião é o “conjunto de crenças a respeito de temas controvertidos ou relacionados com interpretação valorativa ou o significado moral de certos factos” (McCombs 1972: p.25). Na verdade, a opinião pública difere substancialmente da opinião individual, pois é de uma assinalável dinâmica, bastante elaborada pois não corresponde a uma mera soma de opiniões casuísticas. Sendo na sua essência uma parcela comunicativa como composição de uma mensagem, ela é influenciada pelos canais de comunicação massiva e pela comunidade que a cerca ou pelo sistema social de um país. A vontade espontânea da população nem sempre corresponde à complexidade da opinião pública, já que se relaciona com vectores mais profundos e estáticos (Bohman 1996: 178-181).</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-316"></span></p>
<p style="text-align:justify;">•	<strong>A génese dos processos opinativos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Indissociável da ascensão das democracias e da igualdade de direitos e deveres, a opinião pública começa a despontar em meados do século XVIII, com a revolução industrial, a imprensa livre e a transição para os primeiros regimes democráticos que surgem nos Estados Unidos e se estendem pela Europa. Com o aparecimento dos nichos e de uma classe média nesses países as reivindicações sociais ganham um novo peso pela necessidade não só de suster os grupos dominantes e correntes de opinião como também pela maior extensão politica e económica que esses ares de mudança trouxeram. Alexis de Tocqueville com os primeiros escritos sobre as novas sociedades livres que nasciam do outro lado do atlântico comprova isso mesmo: o devir politico e institucional das castas tradições feudais que cediam lugar a um modelo de regime que se erguia sob a igualdade de condições, com uma ideia precursora de mercado e uma recolocação de valores subjacentes à informação para todos. O diplomata apura também que os pilares desta nova filosofia comunitária exigiam uma força especial das instituições e das administrações locais ao alcance do escrutínio do povo. E aqui a força da imprensa é sublevada pelo autor que diz apreciá-la mais “pelos males que impele do que pelos bens que causa”. Esta especial referência é valorizada de uma forma pioneira por Tocqueville que acentua a imagem do jornal como amplificador da opinião colectiva e a posiciona numa data ainda prematura como “o primeiro poder após, o povo”. Desde então, as ferramentas democráticas como a soberania popular e o direito à associação politica e ideológica atingem um novo âmago, como podemos comprovar actualmente (Tocqueville, 1835/40).<br />
Carecendo de falta de profundidade teórica para uma mais completa investigação, este veículo de expressão popular tem acompanhado e reflectido, todas as evoluções e inflexões dos fenómenos e movimentações sociais já que é uma característica inata, da alteridade do “actor social”, no seu meio. A indefinição quanto a este aspecto ainda está na ordem do dia: como surgiu a opinião pública e, na sua propriedade ontológica, quando poderemos dizer que oficialmente nasceu? Apesar de tudo e recordando que não é pacífica esta afirmação, penso que não surgiu apenas por necessidade antes repercutindo-se nas transformações sociais e nas dinâmicas instáveis da formação da polis tal e qual a concebemos hoje em dia. Era necessária uma resposta determinada e uma interacção assertiva por parte das massas sociais, um certo realismo pragmático que implica o cidadão na construção de uma nova forma de sociabilidade.<br />
Estas concepções que poderemos chamar de opiniões vinculativas podem servir de barómetro a todo um pensamento político, filosófico e antropológico desde que reforçadas por uma comunhão quase metafísica em que uma grande percentagem da população se reúne em torno de um objectivo ou causa.<br />
E chegados a este aspecto da quase espiritualidade corporativa da opinião pública não é demais frisar, ao arrepio dos tempos, que a singularidade da opinião e a pureza do argumento deram lugar a uma posição colectiva e em que a palavra “representação” ganha um novo significado. Surge então um factor determinante para a adaptação do indivíduo à realidade e ao meio, no que concerne à sua exteriorização moral e ética que implica a concordância ou rejeição à opinião massiva. E esse factor é, nada mais que a estrutura psicológica do sujeito com o seus estereótipos, costumes, tradições que podem persistir por várias gerações e ser um motivo de entrave ou o núcleo duro de um dado público. No pior dos casos pode servir como transferência de frustrações e de obstáculos, englobando o que à partida seria incomensurável e diversificado num único conceito. Estas reminiscências inatas do indivíduo apesar de serem pré-concebidas podem determinar as suas atitudes e induzir as opiniões. E neste capítulo, a psicologia das emoções é determinante para adquirir um sentimento colectivo que avança para uma acção conjugada e representativa do pulsar social (Abric 2003: 34-38).</p>
<p style="text-align:justify;">==&gt;	<strong>A construção da sociedade e dos públicos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É relevante dizer-se que o combate social e humanista passou a pluralizar-se com sindicatos, ordens, ministérios, partidos, movimentos e demais corporações. Esse dínamo especial de inconformidade e intervenção no meio incutiu na opinião colectiva uma linha unânime, fidedigna e estruturada às convicções de um grupo X que se demarca das orientações do grupo Y. Até os países ganharam com esta nova dimensão de opinião pública posicionando-se ao abrigo das maiorias. É óbvio que à medida que os domínios gregários vão crescendo a ambiguidade inculcada à mensagem oficial vai-se agudizar numa opinião descaracterizada. Esta multiplicidade de factores enformam a visão que temos sobre o mundo pressupondo um conjunto de condicionantes do meio que afectam irrevogavelmente a estrutura cognitiva do indivíduo. Já lá dizia o filósofo iluminista, Jean-Jacques Rousseau, que “o homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe” (Rousseau 1762: 146-147). Estas posições que demarcaram o pensador francês das teorias colectivistas, estavam implícitas na aversão à representatividade individual de um povo pois, segundo o autor, ela estava condenada à alienação da vontade popular, mercê da soberania exclusiva da preposição do homem livre. O modelo do representante não é análogo ao do representado e cairá sempre na falácia da representação popular como uma versão simplificada. Por mais críticas que lhe possamos fazer, a verdade é que esta ideia “rousseauniana” é demonstrativa da limitações a que nos confrontamos nas democracias parlamentares e pioneira da sua alternativa participativa.<br />
A sua grande carga de subjectividade implícita na dificuldade em adaptar uma posição unívoca e conciliadora na miríade de “opiniões” desembocadas na “opinião” oficial,  faz com que a sua margem de actuação e sustentabilidade prática variem em função das próprias limitações em gerir um espaço conflituoso e de tensões individuais. Hegel reiterava que para se partir de uma abordagem epistemológica à opinião pública o indivíduo deveria se manter independente em relação a ela num plano céptico, não se imiscuindo no enredo conjuntural de uma opinião que, no final de contas, não lhe é totalmente homogénea (Hegel 1821/31: p.347). Isso daria uma visão renovada do enfoque social para que se fizesse a análise correcta. Já outros como Max Weber vetavam ao público em geral uma imagem de fantasma, completamente irrelevante do poder politico, na linha das teorias realistas e tecnocratas que a desconsideravam ao ponto de dizer que estava sob o comando de uma elite especializada e que era apenas reservada ao estatuto de alavanca de selecção temática (Weber 1992: p.85). Para atingir este ponto de equilíbrio é importante que hajam fontes de informação rigorosas e bem estruturadas e uma multiplicidade de órgãos reguladores que fiscalizem a integridade da opinião pública no seu espaço.<br />
Logo, ao encarar a logística e a semiótica de cada termo,  se “público” nos indica que estamos perante algo que afectará uma colectividade ou sector gregário, “opinião” corresponderá, à priori, a algo bastante mais restrito e de domínio individual e complexo. É importante também diferenciar certos tipos de grupos que acabam por revogar este role de características inatas a tarefas e actividades mais complexas. Nos grupos sociais de base ou primários como a “família” está instalada uma comunicação face to face onde a hierarquia das relações permite uma resolução dos problemas mais concretos. Se contarmos ainda com a subjectividade e controvérsia das relações em grupos secundários, na “escola” ou no “trabalho” onde a tensão interior dos intervenientes é maior, podemos concluir que a opinião pública não corresponde obrigatoriamente à opinião dos públicos. Nos grupos onde o individuo participa de uma forma autónoma num modelo de democracia directa, a sua faculdade crítica, habilidade discursiva e capacidade em fazer concessões aumenta as probabilidades de uma acção concertada na formação desta opinião. Não será descabido dizer, então, que a transparência factual e a exactidão desta operação está hipotecada logo à partida ao tentar a junção de algo tão contraditório. Com isto poderemos afirmar que a capacidade de intervenção da opinião pública quanto à relevância dos poderes instituídos, estará condicionado por factores que a ultrapassam considerando a finalidade genuína e neutra que está intrínseca ao seu modus operandi.<br />
Por outro lado, a inserção do indivíduo na sua classe social, meio envolvente e a sua espiral emotiva e cognitiva afecta a mecânica interpretativa dos acontecimentos que o rodeiam. Por exemplo, a exposição nos grandes centros urbanos e cosmopolitas estará inevitavelmente ligada a uma maior concentração de informação, em detrimentos dos espaços mais pequenos e rurais. Já no que toca às classes sociais, Karl Marx relembra-nos que “toda a opinião é opinião de classe, uma opinião determinada pelo grupo social em que se vive”, um reconhecimento que estará subjacente a qualquer construção opinativa (Marx, 1867). Estas objecções justificam-se, também, pela dualidade de critérios entre uma elite poderosa e informada e a massificação emergente das restantes franjas da sociedade. Uma massificação derivada de uma sociedade de informação que veio mudar todas as regras do jogo. E que veio colocar a opinião pública como uma corrente da opinião de massas, cada vez mais estreita e unitária, pese embora o crescente acesso às fontes e a uma resposta imediata por parte dos meios de comunicação social. Esta voracidade vertiginosa em que a notícia, a novidade, a “última hora” se transforma em algo obsoleto, consumido à velocidade da luz, recalcado e mastigado pelos variadíssimos modelos de transmissão comunicacional.</p>
<p style="text-align:justify;">•	<strong>A interdependência dos Media na formação de opinião</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O jornal que, outrora, se constituiu como grande garante – ainda que embrionário – dos modelos de opinião teve de partilhar o seu espaço com outros veículos de difusão mediática que com outra metodologia e estratégias de persuasão aceleraram o ritmo de interpretação dos factos e acontecimentos do quotidiano. Noutro prisma, podemos também dissecar a concepção de opinião publicada. Esta opinião que deve muito ao favorecimento mediático pode (ou não) ter um alvo definido e é normalmente erigida por uma elite bem pensante, formadores de opinião com fontes especializadas e mormente tomada como posição das maiorias para as maiorias. O jornal como espaço de excelência da opinião pública foi também responsável pelo sucedido, sendo em parte, causa e consequência da  influência desmedida por um poder bastante explorado por factores externos, na orientação das sociedades. E é esta tese que o sociólogo alemão, Jurgen Habermas, remete nas investigações feitas às sociedades burguesas, defendendo que este hipotético declínio funcional da esfera pública se deve não só à dificuldade de satisfazer todas as necessidades como à natureza das mesmas. Passo a explicar, com a emergência de uma nova classe aglutinadora e líder de opinião, os interesses comerciais e económicos e o aproveitamento politico que se retiraria desse imperativo veio a substituir-se às reais tarefas da imprensa e da opinião pública. Com a progressiva mutação das clivagens de opinião em mero sentido de voto simplificado os cidadãos secundarizaram-se na escala de importância das sociedades modernas. E os media, como assinala Habermas, “tornam-se atributo de quem desperta a opinião pública”. Os factores de isenção esmorecem-se em relação a uma imprensa comercializada que começa a piscar o olho ao lucro e a dispensar a polemização e a discussão da ordem pública (Habermas 1962: 36-37).<br />
Abdicando deste monopólio opinativo e modificando o espectro comunicacional, o feedback dos elementos de descodificação do homem pós-moderno tiveram de se alargar e transmutar noutros estilos e plataformas desviantes do padrão normal. A rádio introduziu o som, inerente a uma maior convicção e reacção do ouvinte e promoveu um novo veículo de opinião que apesar de não constituir grande ameaça à disposição mediática, renovou-a parcialmente. Chegado o advento da televisão com a assunção do audiovisual, a configuração do poder mediático alterou-se e com isso de igual forma a conjuntura mediática de massas, com novas abordagens aos líderes de opinião, à sociedade civil e à lógica procedimental das novas técnicas televisivas. De destacar, a inclusão de um precedente bastante considerável na adopção deste novo meio mediático: a imagem. A imagem em movimento ofereceu uma nova realidade dos processos de apreensão do utilizador e recriou, de certa maneira, a interacção cognitiva e emocional com a acção jornalística. A resposta das sociedades deu-se através de uma opinião pública por vezes fragmentada e variável porém com uma maior capacidade e amplitude de valências exibidas na forma como o mundo se estava a transformar e a “aproximar”.<br />
A hipérbole de toda esta epopeia comunicacional deu-se com o aparecimento da Internet e o domínio da tecnologia de ponta. Tudo se congregou à volta desta nova referência que extrapolou largamente os pressupostos ambicionados, reunindo imagem, vídeo, texto, hipertexto, som, etc. A Internet tornou obsoleto qualquer competidor directo na produção de opinião e fez reflectir os outros meios mediáticos sobre a sua verdadeira importância numa nova composição social e politica. Esta nova forma de relações sociais moldou os antigos “públicos” devidamente identificados numa base gigantesca de massas com tentáculos que se cruzam e entrelaçam mas de estrutura mais frágil e superficial. Numa metáfora que facilitará o meu raciocínio, estes organogramas sociais assemelham-se a uma copa de árvore que há medida em que se vai ramificando, os seus troncos e prolongamentos se tornam mais finos e débeis. Na verdade, esta revolução social veio prová-lo. A receptividade das pessoas à novas regras de sociabilidade levou a um estado permanente de catarse individual, em que todos têm algo a dizer apesar da redundância e do despropósito que possam causar. Por outras palavras, a facilidade de um “click” supôs que esta cacofonia mediática anulasse o distanciamento e a desinformação o que não se veio a confirmar.</p>
<p style="text-align:justify;">==&gt;	<strong>A opinião política e as “politicas” da opinião</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É interessante constatar que no decurso do crescimento do espaço público a um ritmo alucinante a opinião dos públicos se vai enfraquecendo. Por outro lado quando vislumbramos uma nova ditadura das massas, a indexação de indivíduos anónimos e esmagados por um novo establishment de opinião arrasta a racionalidade da discussão para um novo estado de amorfismo que responde de forma reactiva aos desafios actuais e que se relaciona de uma forma desinteressada perante da essência argumentativa das questões. Ocorre assim, um estado de “estupor” dominado por uma lógica sistémica de funcionamento com procedimentos previsíveis e rígidos, baseados numa pseudo-comunicação. A quantidade de informação não é sinónimo de qualidade mesmo confirmando que ao nosso redor e sob o contexto evolutivo dos meios de comunicação os canais são mais eficientes e regulares.<br />
Estes novos desafios poderiam levar a uma extensa crítica dos efeitos globalizantes desta “aldeia global” entronizada pelas sociedades de consumo, mas o nosso enfoque será outro. É óbvio que esta mudança de paradigma trouxe vantagens e desvantagens à eficiência e percepção das massas. O controlo político assegurado pelas tais elites do poder formal conseguiram desvirtuar e/ou distorcer a margem de manobra que os seus “semelhantes” entendiam como participação cívica na plenitude dos seus direitos. E este terreno propício à omissão das premissas factuais e a radicalizações de extremos, incentiva à histeria das massas face ao marasmo funcional dos públicos. A este respeito, a socióloga Brasileira Monique Augras refere que, “a opinião pública é, declaradamente, uma alavanca na mão do demagogo. Daí em diante aparecerá um duplo aspecto: expressão genuína da vontade do povo e meio de manipulação desse povo”. Algo previsível num meio sobrelotado e agastado de informação e contra-informação em que a manipulação da “verdade” e do “real” está ao alcance da mais pura propaganda e demagogia (Augras 2002: p.44).<br />
Em suma, a linha ténue e permeável que liga a esfera social ao Estado com a sua profunda e regular intervenção nos mecanismos de comunicação &#8211; a que os media não são alheios &#8211; potenciou esta espécie de artefacto político ao serviço dos interesses público/privados que é na verdade a voz da sociedade civil. Bem cedo, em 1922, Walter Lippmann já traçava os contornos da profecia: &#8220;Fabricar consentimento, pela velha arte da manipulação da opinião pública, não morreu com a democracia, como se supunha&#8221; (Lippman, 1922).<br />
Desde logo e sem querer conduzir o focus da questão a uma dimensão demasiado politizada, esta publicidade de opinião não coincide em larga escala com a opinião política devido à sua área de intervenção e aos fundamentos genesíacos de cada um. Confundem-se por vezes e compartem grandes traços identificativos mas a opinião que se discute aqui abrange um consenso de intercompreensão discursiva elevado a um interesse e relevância na participação livre e individual. A opinião política seduz e inclina-se para o pragmatismo fáctico da produção oral e escrita usando para isso operações de charme na transmissão da mensagem. Condicionando o exercício de poder dos eleitores e mesmo o processo de exegese que a mensagem sofrerá na comunicação política, não é vantajoso nem lucrativo disponibilizar toda e qualquer informação. As contrapartidas resultam num pragmatismo conjuntural que levará a discursos rígidos, galvanizantes, matemáticos e recorrendo à preterição do embaraço e à amplificação do mérito.<br />
Já a opinião pública deverá ter em conta a sua natureza genérica de honestidade argumentativa, uso do contraditório, exposição de dados relacionáveis e complementares numa diáspora necessariamente mais alargada que a sua congénere. Na opinião pública existe um contrato social a selar o comprometimento do governo no público mas principalmente do público ao governo.</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<title>&#8230;e da costela do homem, o criador superou-se!</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 08:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[e da costela do homem]]></category>

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Juliette Lewis
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<p style="text-align:center;">Juliette Lewis</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<title>É aproveitar enquanto ele anda por aqui</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/05/15/e-aproveitar-enquanto-ele-anda-por-aqui/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 18:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Propostas da gerência.]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma certa fatalidade nonsense que me atrai neste tipo. Uma certa revelia antisocial que me está nos genes. O gajo chega, descasca, distribui lenha e vai-se embora. Um tipo saudável, pois então.  Chama-se Luís Pedro Nunes e esteve a escrever ontem no União de facto.

A Iniciação de luisito-Matinas.
Tristes Ginecologistas &#8211; NOA
Ironia ou Parvoíce - Vésperas

  [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=311&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Há uma certa fatalidade <em>nonsense</em> que me atrai neste tipo. Uma certa revelia antisocial que me está nos genes. O gajo chega, descasca, distribui lenha e vai-se embora. Um tipo saudável, pois então.  Chama-se Luís Pedro Nunes e esteve a escrever ontem no União de facto.</p>
<ul>
<li><a href="http://uniaodefacto.blogs.sapo.pt/26379.html">A Iniciação de luisito-Matinas.</a></li>
<li><a href="http://uniaodefacto.blogs.sapo.pt/26803.html">Tristes Ginecologistas &#8211; NOA</a></li>
<li><a href="http://uniaodefacto.blogs.sapo.pt/27185.html" target="_blank">Ironia ou Parvoíce - Vésperas</a></li>
</ul>
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		<title>o que eu ando a ler</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 20:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Fortuna literária.]]></category>

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		<title>Boa Noite</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 20:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes músicas]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/05/10/boa-noite/"><img src="http://img.youtube.com/vi/GRNTRwdPY4s/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>a fé resiste</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 05:06:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[capas fantásticas]]></category>

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	</item>
		<item>
		<title>A música de 2009 até ao momento</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/24/a-musica-de-2009-ate-ao-momento/</link>
		<comments>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/24/a-musica-de-2009-ate-ao-momento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 00:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[vídeoclip]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes músicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
The Drones &#8211; The Minotaur
Pago um copo a quem me mostrar uma música melhor do que esta, feita em 2009. &#8220;Havilah&#8221; é, provavelmente um, dos melhores álbuns rock deste ano e ainda a missa vai no adro no que toca a retrospectivas. Prestem atenção à letra. Estes &#8220;aussies&#8221; devem estar loucos!
Lyrics:
They come, they go
They never [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=298&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/24/a-musica-de-2009-ate-ao-momento/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CsahEX4vA9k/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
<strong>The Drones</strong> &#8211; The Minotaur</p>
<p style="text-align:justify;">Pago um copo a quem me mostrar uma música melhor do que esta, feita em 2009. &#8220;Havilah&#8221; é, provavelmente um, dos melhores álbuns rock deste ano e ainda a missa vai no adro no que toca a retrospectivas. Prestem atenção à letra. Estes &#8220;aussies&#8221; devem estar loucos!</p>
<p><strong>Lyrics:</strong></p>
<p>They come, they go<br />
They never do not go<br />
They come, they see<br />
They conquer then they leave</p>
<p>With man-eating beliefs<br />
Superior of death<br />
With lineage and myth<br />
And a half-heartedness at birth</p>
<p>I have the same old dream<br />
About a tunnel by my bed<br />
Where the stench of shit of minotaurs<br />
Yawns like lewd and evil breath</p>
<p>But instinct and a map<br />
Has set to work inside my head<br />
Instead of shedding tears<br />
I&#8217;ve learned to drink and piss instead</p>
<p>They come, they go<br />
They never do not go<br />
They come, they see<br />
They conquer then they leave</p>
<p>I am in Rome<br />
And i am going to the games<br />
I see the gulf<br />
And it&#8217;s going to<br />
Bore my name into the</p>
<p>Green green grass<br />
The catwalks of the past<br />
My head is like an oven<br />
As i rest it in my palms</p>
<p>We were just standing on the beach<br />
When a bull rose from the surf<br />
I said &#8220;show him the back door my dear<br />
He&#8217;ll only paw the turf&#8221;</p>
<p>Three seasons came and went<br />
Tracksuits found the dispossessed<br />
My wife had other plans<br />
And now a bastard surfs the web</p>
<p>There&#8217;s nothing she can do<br />
He does not talk, he does not move<br />
He spends all day looking at porn<br />
Or playing fucking Halo 2</p>
<p>They come, they go<br />
They never do not go<br />
They come, they see<br />
They conquer then they leave</p>
<p>I am in Rome<br />
And i am going to the games<br />
I am the last to find my seat<br />
I&#8217;m standing at the gate</p>
<p>Intermission comes<br />
Nerves are touched, and smokes are screened<br />
It&#8217;s on a pack of cigarettes<br />
Along with all our faults and memes and it says<br />
Veni Vidi Vici</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/298/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=298&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8230;e da costela do homem, o criador superou-se!</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 18:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[e da costela do homem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ashley Judd
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.bartcop.com/ashley-judd-come-early.jpg" alt="" width="300" height="397" /><br />
Ashley Judd</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/296/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=296&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<media:content url="http://www.bartcop.com/ashley-judd-come-early.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Primavera com cheiro a Verão</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 20:03:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concerto]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Desculpem lá, pode ser em Barcelona, pode ser ser um pouco caro, podemos optar por concertos entre portas, mas o Primavera Sound é uma óptima proposta. Depois, quem consegue reunir à volta do mesmo festival, nomes tão inusitados como Sunno))), Aphex Twin, Sonic Youth, Dead Medow e Lightning Bolt merece todo o meu respeito. Anotem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=292&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-293" title="destacada_ps09" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/destacada_ps09.jpg?w=524&#038;h=186" alt="destacada_ps09" width="524" height="186" /></p>
<p style="text-align:justify;">Desculpem lá, pode ser em Barcelona, pode ser ser um pouco caro, podemos optar por concertos entre portas, mas o Primavera Sound é uma óptima proposta. Depois, quem consegue reunir à volta do mesmo festival, nomes tão inusitados como Sunno))), Aphex Twin, Sonic Youth, Dead Medow e Lightning Bolt merece todo o meu respeito. Anotem na agenda, 28 a 30 de Maio.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Artistas confirmados</strong>:<br />
Neil Young · My Bloody Valentine · Sonic Youth · Aphex Twin · Bloc Party · Jarvis Cocker · Yo La Tengo · The Jayhawks · Spiritualized · Michael Nyman · Throwing Muses · Saint Etienne · The Jesus Lizard · Ghostface Killah · The New Year · Phoenix · Shellac · Joe Henry · Art Brut · A Certain Ratio · Liars · Squarepusher · Herman Dune · The Vaselines · Spectrum · Deerhunter · Sunn O))) performing &#8220;The Grimmrobe Demos&#8221; · Black Lips · The Horrors · Andrew Bird · The Bad Plus · Jay Reatard · Gang Gang Dance · Kimya Dawson · Lightning Bolt · Magnolia Electric Co. · Oneida · Th&#8217; Faith Healers · DJ /rupture · Ariel Pink&#8217;s Haunted Graffiti · Jason Lytle from Grandaddy · The Pains Of Being Pure At Heart · Dj Yoda · El-P · Simian Mobile Disco · Michael Mayer · Dan Deacon Ensemble · Jeremy Jay · A-Trak · Rhythm &amp; Sound (Mark Ernestus) feat. Tikiman · Jesu · The Mae Shi · Alela Diane · Shearwater · Kitty, Daisy &amp; Lewis · The Drones · Bat For Lashes · The Soft Pack · Damien Jurado · Fucked Up · Chad VanGaalen · The Bats · Tokyo Sex Destruction featuring Gregg Foreman · Crystal Stilts · Reigning Sound · Dälek · Marnie Stern · Dead Meadow · Vivian Girls · Ponytail · Ezra Furman &amp; the Harpoons · Ebony Bones · Wooden Shjips · Zu · Crystal Antlers · The Bug · Bowerbirds · Joe Crepúsculo y Los Destructores · Wavves · The Tallest Man On Earth · Tachenko · Agent Ribbons · Women · Uffie · John Maus · Magik Markers · The Extraordinaires · Stanley Brinks featuring Freschard &amp; Ish Marquez · Angelo Spencer · Karl Blau · Plants &amp; Animals · Extra Life · Mahjongg · Muletrain · Andy Votel · The Secret Society · Carsick Cars · Tim Burgess (The Charlatans) · La Bien Querida · The Intelligence · Sleepy Sun · Maika Makovski · Half Foot Outside · Zombie Zombie · Veracruz · The Right Ons · Los Punsetes · Klaus &amp; Kinski · The Lions Constellation · Duchess Says · Mujeres · Elvira · Lemonade · Girls · The Disciplines · Dj Mehdi · Skatebärd · Extraperlo · King Automatic · Cuzo · Alondra Bentley · PAL · Sedaiós · Declan Allen &amp; Barry Hogan djs (ATP) · Hola A Todo El Mundo · Brian Hunt · Dj Fra · Rosvita · QA&#8217;A · Dj Coco · Meneo · Oniric · Marc Piñol · Centella · Bélmez · Juan B · Dj Kosmos · Wio Leokadio · Joan Colomo · El Gremio · 20JazzFunkGreats dj · Chris &#8220;The Judge&#8221; Arthur dj · Merienda Cena · Gúdar · Daniel Devine (WaKS records) · Dr. Kiko</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/292/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=292&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">destacada_ps09</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>entre um horizonte e um pixel</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/19/entre-um-horizonte-e-um-pixel-4/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 20:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[in requiem]]></category>
		<category><![CDATA[Entre um horizonte e um pixel]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;Any guitar player worth his salt is basically a thug,&#8221; his lead singer, Iggy Pop, once said. &#8220;They test you with that thug mentality. They ride you to the edge.&#8221;
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=286&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-290" title="l_03001d8fcc794d0fa578dd17871626e72" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/l_03001d8fcc794d0fa578dd17871626e72.jpg?w=360&#038;h=565" alt="l_03001d8fcc794d0fa578dd17871626e72" width="360" height="565" /></p>
<p>&#8220;Any guitar player worth his salt is basically a thug,&#8221; his lead singer, Iggy Pop, once said. &#8220;They test you with that thug mentality. They ride you to the edge.&#8221;</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/286/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/286/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/286/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/286/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/286/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/286/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/286/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/286/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/286/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/286/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=286&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Ninguém merece!</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 19:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
A reacção chegou aos escaparates. Imaginem que a cultura é um lindo prato de canapés recheados com molho bechamél. Pois bem, a contracultura é um pires de moelas ao lado de uma chouriça embedida em sangue pronta para assar. Ligeiramente diferente, mas como a minha mãe diz, há que comer de tudo. Apresento-vos o novíssimo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=278&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-277" title="untitled-12" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/untitled-12.jpg?w=655&#038;h=172" alt="untitled-12" width="655" height="172" /></p>
<p style="text-align:justify;">A reacção chegou aos escaparates. Imaginem que a cultura é um lindo prato de canapés recheados com molho bechamél. Pois bem, a contracultura é um pires de moelas ao lado de uma chouriça embedida em sangue pronta para assar. Ligeiramente diferente, mas como a minha mãe diz, há que comer de tudo. Apresento-vos o novíssimo blogue do Ilídio Marques, adepto confesso das coisas boas da vida, <em>art rocker</em> por vocação, revivalista por natureza (há quem diga que ele nasceu 50 anos mais tarde do que o previsto), destabilizador da ordem pública nos tempos livres e indivíduo que usa sempre os dois lados do rolo higiénico para economizar papel.<br />
Há uns tempos ele manifestava-me a sua apreensão em ser agredido na rua, fruto da celeuma que iria provocar. Eu acalmei-o e respondi que sim, ele iria ser agredido mas por motivos diferentes. É que ninguém merece uma concorrência tão feroz na blogosfera.<br />
Bem, chega de fazer de escovinha e toca a adicionar o <a href="http://contraculturacontra.wordpress.com/">Contra cultura</a> nos favoritos.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/278/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=278&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">untitled-12</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Saga, coisas que gostava ter escrito</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 18:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónica]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas que mais me diverte nas patacoadas e mitos de heróis beatos e histórias da carochinha, com príncipes encantados e lobos maus é a facilidade com que a população em geral alinha nessas construções sociais. E a consequente dificuldade em aceitarem que muitos vultos e estrelas elevadas ao altar são comuns mortais como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=272&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Uma das coisas que mais me diverte nas patacoadas e mitos de heróis beatos e histórias da carochinha, com príncipes encantados e lobos maus é a facilidade com que a população em geral alinha nessas construções sociais. E a consequente dificuldade em aceitarem que muitos vultos e estrelas elevadas ao altar são comuns mortais como nós. Comem, vomitam, choram e cagam como nós. E na senda faliciosa dessas vidas, nós preferimos idealizar à nossa maneira do que encaixar o choque que nos expõe à verdade. São os tais mitos urbanos que muitas vezes só servem para distrair. E que servem de publicidade para alguns beneficiários que se alimentam dessas estórias. Todos nós conhecemos, mil e uma lendas à volta do Ozzy, dos Mötley Crüe ou dos Zeppelin. Lendas que na nebulosidade da sua natureza nunca foram confirmadas. Pessoalmente sempre desconfiei das biografias autorizadas e tenho razões para tal.<br />
Serve isto para eu babar num texto escrito à uns tempos por um iluminado devasso, de graça Tiago Galvão, que desmonta o conto de fadas a que foi votada a vida de um dos maiores ícones do século XX. Frank Sinatra, foi dono e senhor de uma das maiores vozes sempre. Mas era também um racista, um misógino, um boémio decadente. Adorei este texto que encontrei <a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/1889255.html">aqui</a>, depois de alguma pesquisa na net. Deixo-vos, então, com o que interessa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<h2 style="text-align:justify;"><strong>Sinatra e as mulheres.</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-274" title="41rszx5m2vl_ss500_1" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/41rszx5m2vl_ss500_1.jpg?w=300&#038;h=300" alt="41rszx5m2vl_ss500_1" width="300" height="300" />George Jacobs era escarumba, judeu, mordomo de Frank Sinatra e o último dos Rat Pack. Em Mr.S The Last Word On Frank Sinatra esmiúça os pormenores mais sórdidos da relação de Sinatra com JFK, a Máfia e sobretudo as mulheres: Ava Gardner, Kim Novak, Natalie Wood, Sophia Loren, Grace Kelly, Lauren Bacall, Marilyn Monroe, Mia Farrow, senhoras prostitutas, quecas e semi-estrelas. Joe Kennedy, pai de JFK, que torceu e apostou em Hitler durante a Segunda Guerra Mundial e era famoso por contar anedotas aos amigos (‘Sabes qual é a diferença entre uma pizza e um judeu? A pizza não chora a caminho do forno’), enriqueceu primeiro a vender álcool durante a proibição, depois com um estúdio em Hollywood e por último com o jogo, casinos e afins em parceria com a máfia que particionou a eleição do filho. Através de Sam Giancana (padrinho de Chicago), convidou Sinatra e os Rat Pack para a campanha de JFK, o que lhes valeu os votos de milhões e milhões de pré-hippies. Aliás, Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis, Jr. e companhia começaram por se chamar O Clan, mas isso era demasiado parecido com Ku Klux Klan e durante as eleições mudaram para Rat Pack. Se contarmos que no dia das eleições JFK ainda estava empatado com Nixon e que a máfia tinha pessoal espalhado por toda a América cuja especialidade era ‘falar com pessoas’, podemos dizer que Sinatra e a máfia puserem Jack Kennedy na Casa Branca. JFK e Sinatra estavam unidos pelo melhor amigo, Jack (Jack Daniels), e o ‘been there, fuck that’. Chegaram a partilhar Marilyn Monroe e Judy Campbell, uma Elizabeth Taylor menos atarracada e prostituta de Sinatra. Que preferia as profissionais (chegavam, viam, chupavam e iam embora sem fazer barulho) às amadoras (gostavam de falar depois do sexo sobre o ‘depois do sexo’ e Sinatra só tolerava ser acordado por um broche; seguia a filosofia ‘blow me or blow out’). Ava Gardner foi o grande amor de Frank Sinatra. Tinha tudo: pernas, cara, inteligência, sentido de humor, mamas que constituíam uma excepção às leis de Newton, e aqueles olhos de lince. Num mundo perfeito, Ava Gardner seria uma prostituta que eu poderia pagar. Durante duas décadas, mais de 10 anos após o divórcio, milhares de prostitutas (uma por noite, todas as noites), centenas de estrelas em ascensão através do broche, Lauren Bacall e Marilyn Monroe, Sinatra continuaria apaixonado por Ava. Todas as canções eram para ela. Tudo o que fazia, para a reconquistar ou esquecer. Se Humphrey Bogard era o seu ídolo e Puccini o seu compositor, Ava Gardner era a sua musa. Um antigo agente de Hollywood (Swifty Lazar) costumava dizer: ‘todos os falhados são porreiros porque têm tempo para ser porreiros’. E como Sinatra até quando estava em cima estava em baixo (e quando estava em baixo, estava mesmo em baixo), era a definição de um tipo porreiro, ou seja, um falhado, mas um belo falhado. Nunca jantava antes da 1:00. O pequeno-almoço não era a refeição mais importante do dia porque simplesmente não era refeição, nunca se levantava antes das duas e toda a comida era sintetizada à italiana. Gostava de largar piadas nos amigos arraçados: ‘O que é longo e duro num preto? A terceira classe’. Kim Novak, a primeira grande estrela depois de Ava, tinha as coxas demasiado abrutalhadas e perdeu-a para Sammy Davis Jr. que quase a perdeu para a própria vida quando esta o deixou. Descobriu Natalie Wood quando esta era (bem) menor. Mais tarde viria a casar com Chaplin e Roman Polanski, mas foi com Sinatra que teve ‘aulas de canto’. Andou com Sophia Loren, mas ainda amava Ava Gardner e ela era daquele tipo de mulher que queria ser sempre a número um. Grace Kelly escapou à primeira, enquanto faziam um filme juntos com Bing Crosby (um dos poucos homens que intimidava Sinatra), mas não à segunda. Quando descobriu que o seu mordomo e o príncipe do Mónaco, marido de Grace, se davam bem, costumava mandá-lo entreter o príncipe enquanto ele tirava o pó à prata do reino. Depois de Bogard morrer, Sinatra decidiu cuidar dos despojos e começou a sair com Lauren Bacall. Estiveram juntos um ano, mas também não deu certo. Tinha ciúmes de Ava, a quem Sinatra ligava todas as semanas e de quem tinha fotografias espalhadas pela casa. Acabou com ela pelo telefone. Marilyn Monroe amava-o, mas era uma porca suicida. Passava semanas com a mesma roupa, recusava-se a usar tampões quando vinha o demónio, menstruava-se na cama e emborcava soporíferos como se fossem pilas. Mia Farrow era uma Julia Roberts ainda mais avacalhada com peito à Kate Moss. Era uma Ava Gardner ao contrário, sem corpo, sem classe, sem sentido de humor, hippie e, como dizia Dean Martin, mais nova do que o seu Scotch. Mas deu em casamento. E como todos os casamentos, em divórcio. Ela queria ter filhos e isso, para Sinatra, era como uma sopa de minhocas para um germofóbico. Mas por causa de Farrow, também acabou a relação de duas décadas com o seu querido escarumba (como costumava tratá-lo) e leal amigo, George Jacobs, o mordomo. A sua última mulher foi Barbara Marx, casada com Zeppo Marx, o único dos irmãos Marx que não tinha piada. Esteve com ela desde 72 até à sua morte, em 98. Jacobs chegou a perguntar-lhe o que via nela: ‘Grace Kelly, quando fecho os olhos’. Quando se reencontraram, anos mais tarde, por breves segundos à porta de um hotel, Jacobs começou a chorar. Antes de o deixar, Sinatra pousou-lhe a mão no ombro: ‘Esquece isso, miúdo’. <em>by</em> <strong>Tiago Galvão</strong>.</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<title>Top musical, 2008</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 19:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Top's]]></category>

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		<description><![CDATA[1- CULT OF LUNA
Eternal Kingdom
Depois de uma obra-prima (Salvation) e de uma semi obra-prima (Somewhere along the highway) estes metaleiros suecos atingem o cume da montanha com o seu mais recente trabalho. E a minha pergunta é a seguinte: o que é que estes senhores tomam ao pequeno-almoço, anabolizantes sonoros? Eternal Kingdom é, na minha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=252&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">1- CULT OF LUNA<img class="alignright size-medium wp-image-263" title="cultoflunaeternalkingdom" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/cultoflunaeternalkingdom.jpg?w=270&#038;h=270" alt="cultoflunaeternalkingdom" width="270" height="270" /><br />
Eternal Kingdom</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de uma obra-prima (Salvation) e de uma semi obra-prima (Somewhere along the highway) estes metaleiros suecos atingem o cume da montanha com o seu mais recente trabalho. E a minha pergunta é a seguinte: o que é que estes senhores tomam ao pequeno-almoço, anabolizantes sonoros? Eternal Kingdom é, na minha singela opinião, o ónus do post-metal. Um trabalho que irá ficar imortalizado no tempo ao lado de um &#8220;Times of Grace&#8221; ou de um &#8220;Panopticon&#8221;, para bons entendedores. Os Cult of Luna aproximam-se perigosamente da perfeição com mais este artefacto.<br />
<strong> Faixas a destacar:</strong> Todas. Não mutilem este álbum.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">2- TV ON THE RADIO<img class="alignright size-medium wp-image-261" title="cover-1" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/cover-1.jpg?w=270&#038;h=270" alt="cover-1" width="270" height="270" /><br />
Dear Science</p>
<p style="text-align:justify;">Meus caros, começo por dizer o seguinte, o David Bowie nunca se engana. Quando resolveu dar uma perninha em &#8220;Providence&#8221; mal sabia que estava a baptizar a  fulgurante carreira dos Tv on the Radio. Dizer que estes rapazes fazem pop mastigável é ignorar o que de melhor saiu do underground pop. Dear science não chega a ser uma confirmação, é a beatificação de uma sonoridade que faz deles a melhor banda indie do momento. Falta tacto a muita pop/rock elevada aos céus pela imprensa especializada. Estes Nova-iorquinos depois de terem assaltado a vanguarda musical com &#8220;Return to Cookie Mountain&#8221; saiem-se com mais este caldo de cultura funk, soul, disco e rock. É preciso mais alguma coisa?<br />
<strong> Faixas a destacar:</strong> Halfway home; Golden age; Family Tree.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">3- BLACK MOUNTAIN<img class="alignright size-medium wp-image-262" title="black-mountain-in-the-future1" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/black-mountain-in-the-future1.jpeg?w=270&#038;h=268" alt="black-mountain-in-the-future1" width="270" height="268" /><br />
In the future</p>
<p style="text-align:justify;">O revivalismo, quando bem feito, é a cena mais viciante e poderosa deste mundo pós-hippie. Só que esta capacidade apenas está ao alcance de muito poucos. A bem dizer, é o desafio de qualquer músico popular. O que é que é que se poderá fazer agora de verdadeiramente refrescante, que tipos como Neil Young, Led zeppelin ou Velvet Underground já não tenham feito? In the Future é muito esclarecido para ser sludge. É muito vagabundo para ser stoner. Tem uma sede de viver que o impede de ser old Doom. In the future é sim, a retrospectiva rock do século XX.<br />
<strong> Faixas a destacar:</strong> Angels; Tyrants; Wucan.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">4- EARTH<img class="alignright size-medium wp-image-258" title="earth_bees-made-honey-in-the-lions-skull" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/earth_bees-made-honey-in-the-lions-skull.jpg?w=270&#038;h=270" alt="earth_bees-made-honey-in-the-lions-skull" width="270" height="270" /><br />
The bees made honey in the lion´s skull</p>
<p style="text-align:justify;">A cadência hipnótica. A melodia a soltar-se do ritmo. A suave brisa do vento beijando a copa de uma árvore. Os Earth são a banda sonora da fuga para lado nenhum. O realismo físico do som a dar as mãos ao surrealismo psicológico dos ouvintes. Esquecemo-nos que estamos ali e contamos metricamente cada síncope, cada soluço daquele interlúdio infindável. &#8220;The bees made honey in the lion&#8217;s skull&#8221; é o escape a uma indústria cada vez mais descartável e superficial. E como é bom ter o Earth de volta.<br />
<strong> Faixas a destacar: </strong>Engine of ruin; Omens and portents II; Rise to glory.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">5- JAZZANOVA<img class="alignright size-medium wp-image-260" title="cover1" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/cover1.jpg?w=270&#038;h=270" alt="cover1" width="270" height="270" /><br />
Of all the things</p>
<p style="text-align:justify;">Of all the things ganha o prémio de disco mais solarengo e boa onda do ano. Quem esperava destes alemães aquelas estafadas e sensaboronas músicas <em>à la</em> café del mar pode tirar  cavalinho da chuva. O que se respira aqui é soul com uma boa dose de acid jazz para o menino e para a menina. As participações vocais são excelentes, o bom gosto na fusão sonora é permanente e os Jazzanova voltam a  surpreender com mais este registo. Sai um gelado para o lounge/downtempo!<br />
<strong> Faixas a destacar:</strong> Let me show ya; I can see; Little bird.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p>6 &#8211; Gang Gang Dance<img class="alignright size-medium wp-image-266" title="tsr050" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/tsr050.jpg?w=270&#038;h=270" alt="tsr050" width="270" height="270" /><br />
Saint Dymphna</p>
<p style="text-align:justify;">Estes tipos são o futuro. Um meteorito caído no universo pop/rock com a difícil tarefa de o fundir a tendências tribais e dançáveis num afã que retrata bem as novas correntes indie. O recorte descritivo das tensões pluridisciplinares de uma Nova Iorque que nunca dorme. O percurso errático entre uns Animal Collective, Lcd Soundsystem e High Places. Gang Gang dance é o caminho. E uma das bandas do momento para o insuspeito &#8220;New York Times&#8221;.<br />
<strong> Faixas a destacar: </strong>First Communion; House Jam; Princes.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">7- BURST<img class="alignright size-medium wp-image-256" title="burst_lazerus_bird_cover" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/burst_lazerus_bird_cover.jpg?w=270&#038;h=270" alt="burst_lazerus_bird_cover" width="270" height="270" /><br />
Lazarus Bird</p>
<p style="text-align:justify;">As portas estavam escancaradas para o que ouvimos neste segundo álbum dos Burst. Há já algum empo que o post-metal deixou de ser novidade começando, meritoriamente, a detonar os tops da especialidade. O que temos aqui é um conjunto de longas faixas em que o fio condutor deriva entre o progressivo, o ambiental e metal moderno (ou metalcore, chamem-lhe o que quiserem). Mastodon, Cult of Luna e The Ocean gravitam referencialmente neste segundo registo dos suecos que já me tinham surpreendido com o anterior álbum &#8220;Origo&#8221;. Burst é mais uma pérola a ter em conta na música, dita, experimental.<br />
<strong> Faixas a destacar:</strong> I exterminate the I; We are dust; Nineteenhundred.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">8- THE BUG<img class="alignright size-medium wp-image-255" title="bug-lz" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/bug-lz.jpg?w=270&#038;h=270" alt="bug-lz" width="270" height="270" /><br />
London Zoo</p>
<p style="text-align:justify;">Este trabalho é mais uma prova de fogo à maioridade desse vibrante subgénero musical que despontou em Londres. O Dubstep pode ser considerado como t<em>he next big thing </em>da música electrónica, mas o projecto The Bug esquiva-se a esse unanimismo. O que ouvimos aqui equipara-se ao vesúvio a entrar em erupção num bunker londrino escolhido aleatoriamente. O ragga brota violentamente dos poros e entranha-se no sacrossanto dub para explodir quando menos se espera na pista de dança. Como já se disse por aí, uma audição a London Zoo é largar a cavilha e ficar com a granada na mão.<br />
<strong> Faixas a destacar: </strong>Poison dart; Insane; Judgement.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">9- BEACH HOUSE <img class="alignright size-medium wp-image-254" title="beachhouse_devotion" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/beachhouse_devotion.jpg?w=270&#038;h=270" alt="beachhouse_devotion" width="270" height="270" /></p>
<p style="text-align:justify;">Devotion</p>
<p style="text-align:justify;">Este é um disco que deposita toda a sua magia no tributo à canção. O que temos aqui, ao contrário de alguns álbuns que preenchem esta lista, é uma colecção de músicas. E este duo de Baltimore fá-lo com o maior requinte, entre composições <em>lo fi</em> e a dream pop melódica e angélica. Devotion não nos traz nada de novo, e isso também não interessa. São músicas para serem levadas no ipod, portáteis, prontas a serem ouvidas a qualquer altura. Em 2008 poucos fizeram melhor do que este Xanax em forma de CD.<br />
<strong> Faixas a destacar: </strong>Gila; You came to me; D.A.R.L.I.N.G.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p>10 &#8211; Crystal Castles<img class="alignright size-medium wp-image-270" title="castles" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/castles.jpg?w=270&#038;h=270" alt="castles" width="270" height="270" /><br />
Crystal Castles</p>
<p style="text-align:justify;">Sou bastante sincero, talvez na primeira audição do álbum homónimo desta dupla canadiana, as minhas impressões não fossem as melhores. Lá vinha outro devaneio elctropunk independente. Mas como dizia o Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se. E na realidade a cacofonia que emana daqui não é só agradável, é completamente insana. Juntem uma consola Atari, a uma rapariga histericamente possuída e um dj que vai colocando mais achas para a fogueira e têm os Crystal Castles. Isto pode parecer muito simples mas não é. Cliquem no play, subwoofers ao máximo e entregam-se a esta terapia no mínimo louca.<br />
<strong> Faixas a destacar:</strong> Crimewave; Air War; Knights.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">11- NICK CAVE &amp; THE BAD SEEDS &#8211; Dig Lazarus, Dig</p>
<p style="text-align:justify;">12- DEOLINDA &#8211; Canção ao lado</p>
<p style="text-align:justify;">13- PYRAMIDS &#8211; Pyramids</p>
<p style="text-align:justify;">14- HERCULES &amp; LOVE AFFAIR &#8211; Hercules and love affair</p>
<p style="text-align:justify;">15- SUBROSA &#8211; Strega</p>
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		<title>Aquele post lamechas</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 16:52:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma troca de mensagens numa segunda feira à noite.
Zé Manel: Do centro de Varsóvia, os amigos Zé e Aga enviam muitos beijinhos e abraços. Até um dia destes.
M@F (eu): Um beijinho bom para a Agazinha e um abraço sentido para um amigo de uma vida. Já não se fazem pessoas como vocês. From Barcelos to [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=247&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-medium wp-image-248" title="foto-bvrvhywl" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/foto-bvrvhywl.jpg?w=300&#038;h=225" alt="foto-bvrvhywl" width="300" height="225" /></p>
<p>Uma troca de mensagens numa segunda feira à noite.</p>
<p><strong>Zé Manel:</strong> Do centro de Varsóvia, os amigos Zé e Aga enviam muitos beijinhos e abraços. Até um dia destes.<br />
<strong>M@F (eu):</strong> Um beijinho bom para a Agazinha e um abraço sentido para um amigo de uma vida. Já não se fazem pessoas como vocês. From Barcelos to Warsaw, with love!</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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	</item>
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		<title>aaahh, então é isto dubstep!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 17:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Surrealismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dubstep é o nome do som que surgiu na região sul de Londres, por volta de 1999, como uma variação densa e instrumental do UK Garage. Na época, seus maiores representantes eram El-B e Zed Bias. No dubstep, o vazio e o silêncio são tão importantes quanto o barulho caótico dos seus arranjos pesados ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=237&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/15/aah-entao-e-isto-dubstep/"><img src="http://img.youtube.com/vi/N5ogiD5r1gk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Dubstep é o nome do som que surgiu na região sul de Londres, por volta de 1999, como uma variação densa e instrumental do UK Garage. Na época, seus maiores representantes eram El-B e Zed Bias. No dubstep, o vazio e o silêncio são tão importantes quanto o barulho caótico dos seus arranjos pesados ou a imprevisibilidade da sua percussão quase assíncrona. Filho bastardo e mal-educado do Garage inglês, suas batidas quebradas com graves poderosos foram capazes de absorver diversas influências e criar algo realmente diferente. A inovação foi difundida através de rádios piratas &#8211; como a Rinse FM em Londres. Seus entusiastas escrevem blogs e participam em forums dedicados ao estilo. O croata Ivan Kovacevic é um deles: seu blog ficou tão famoso que agora abriga o forum mais significativo do gênero. &#8211; Roubado <a href="http://rraurl.uol.com.br/cena/2295" target="_blank">daqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">E eu acrescento, é uma fusão maluca e alocinogénica de uma sonoridade que vai beber ao dub, grime, 2step, techno, ska, ragga, idm.<br />
Fiquem agora com o documentário produzido pela &#8220;Collective&#8221;, magazine cultural interactiva da BBC, sobre a cena Londrina do estilo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/15/aah-entao-e-isto-dubstep/"><img src="http://img.youtube.com/vi/VHaCSMJfGUA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/237/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=237&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/VHaCSMJfGUA/2.jpg" medium="image" />
	</item>
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		<title>O criador de labirintos</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/15/o-criador-de-labirintos/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 15:51:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Fortuna literária.]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fundación Mítica de Buenos Aires
¿Y fue por este río de sueñera y barro
que las proas vinieron a fundarme la patria?
Irían a los tumbos los barquitos pintados
entre los camalotes de la corriente zaina.
Pensando bien la cosa, supondremos que el río
era azulejo entonces como oriundo del cielo
con su estrellita roja para marcar el sitio
en que ayunó Juan [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=235&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://deweyorotherwise.files.wordpress.com/2008/11/jorge_luis_borges_hotel.jpg?w=360&#038;h=473" alt="" width="360" height="473" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fundación Mítica de Buenos Aires</strong></p>
<p style="text-align:justify;">¿Y fue por este río de sueñera y barro<br />
que las proas vinieron a fundarme la patria?<br />
Irían a los tumbos los barquitos pintados<br />
entre los camalotes de la corriente zaina.</p>
<p style="text-align:justify;">Pensando bien la cosa, supondremos que el río<br />
era azulejo entonces como oriundo del cielo<br />
con su estrellita roja para marcar el sitio<br />
en que ayunó Juan Díaz y los indios comieron.</p>
<p style="text-align:justify;">Lo cierto es que mil hombres y otros mil arribaron<br />
por un mar que tenía cinco lunas de anchura<br />
y aún estaba poblado de sirenas y endriagos<br />
y de piedras imanes que enloquecen a la brújula.</p>
<p style="text-align:justify;">Prendieron unos ranchos trémulos en la costa,<br />
durmieron extrañados. Dicen que en el Riachuelo,<br />
pero son embelecos fraguados en el Boca.<br />
Fue una manzana entera y en mi barrio: en Palermo</p>
<p style="text-align:justify;">Una manzana entera pero en mitá del campo<br />
presenciada de auroras y lluvias y sudestadas.<br />
La manzana pareja que persiste en mi barrio:<br />
Guatemala, Serrano, Paraguay, Gurruchaga.</p>
<p style="text-align:justify;">Un almacén rosado como revés de naipe<br />
brilló y en la trastienda conversaron un truco;<br />
el almacén rosado floreció en un compadre,<br />
ya patrón de la esquina, ya resentido y duro.</p>
<p style="text-align:justify;">El primer organito salvaba el horizonte<br />
con su achacoso porte, su habanera y su gringo.<br />
El corralón seguro ya opinaba: YRIGOYEN,<br />
algún piano mandaba tangos de Saborido.</p>
<p style="text-align:justify;">Una cigarrería sahumó como una rosa<br />
el desierto. La tarde se había ahondado en ayeres,<br />
los hombres compartieron una pasado ilusorio.<br />
Sólo faltó una cosa: la vereda de enfrente.</p>
<p style="text-align:justify;">A mi se me hace cuento que empezó Buenos Aires:<br />
La juzgo tan eterna como el agua y el aire.</p>
<p style="text-align:justify;">Jorge Luis Borges, 1929</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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	</item>
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		<title>Uma instituição a renascer</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/14/uma-instituicao-a-renascer/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 00:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Daqui a uns meses o Porto vai-se tornar um sítio bem melhor para viver. Ou, pelo menos, para se passar um bom bocado. O Hard Club, mítica casa de expressão artística e cultural underground, vai renascer no apelativo Mercado Ferreira Borges depois de uma ausência de alguns anos. A entidade que deixou muitos indefectíveis em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=231&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-232" title="logohard_bigger" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/logohard_bigger.jpg?w=300&#038;h=300" alt="logohard_bigger" width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Daqui a uns meses o Porto vai-se tornar um sítio bem melhor para viver. Ou, pelo menos, para se passar um bom bocado. O <strong>Hard Club</strong>, mítica casa de expressão artística e cultural underground, vai renascer no apelativo Mercado Ferreira Borges depois de uma ausência de alguns anos. A entidade que deixou muitos indefectíveis em pânico depois do fecho no espaço de Vila Nova Gaia, traz consigo planos ambiciosos e um <em>hype</em> renovado como se pode notar pelo seu <a href="http://www.hard-club.com/index_flash.html" target="_blank">sítio</a> na internet. Artes performativas e plásticas, música, cinema e actividades turísticas são algumas das propostas que serão desenvolvidas pelo projecto que aposta na internacionalização da marca e da sua envolvência regional e na democratização e ecletismo (bonitas palavras) dos vários públicos. E, porque não dizê-lo, na reformação de um carácter artístico muito particular a uma cidade que, de há uns tempos para cá, tem sido fortemente violentada por uma gestão libertina, irresponsável e grotesca das várias manifestações e pólos culturais.<br />
A cultura somos nós. A cultura é a nossa identidade. É bom que algumas personalidades de fraque não se lembrem só disto em palanques, comícios e no calor dos holofotes. Para o pessoal do <strong>Hard Club</strong> desejo a maior sorte do Mundo. Grandes noites que lá passei e que ansiosamente espero voltar a repetir.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/231/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=231&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
		</media:content>

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	</item>
		<item>
		<title>A vitória da política</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/11/a-vitoria-da-politica/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 21:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Num país que antes de ser racista é rácico, Barack Obama é multirracial. Quem melhor do que ele para perceber as regras do jogo. A fobia concertada contra o Islão e a América dividida são terreno fértil para ele. Obama é um cidadão do Mundo. É um homem que sabe pensar e inferir sobre as dialécticas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=224&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Num país que antes de ser racista é rácico, Barack Obama é multirracial. Quem melhor do que ele para perceber as regras do jogo. A fobia concertada contra o Islão e a América dividida são terreno fértil para ele. Obama é um cidadão do Mundo. É um homem que sabe pensar e inferir sobre as dialécticas de hoje. Compreendeu que o único caminho para a paz é muitas vezes dar o braço a torcer em questões irrelevantes. Compreendeu os meandros do fenómeno mediático e jogou com ele. Tornou-se para muitos, a bomba de oxigénio de um mundo asfixiado por oito anos de desastrosas políticas bélicas, ambientais e cívicas. (Recomendo por isso a leitura do seu segundo livro, de uma sagacidade e inconformismo tais que lhe grangearam um número bastante simpático de detractores dentro e fora do partido.)<br />
Não farei grande alarido panfletário à volta do selo de garantia Bush. Dispenso até. A turba já colhe a fruta podre dos senhores Wolfowitz, Greenspan, e Cheney para os mitigar de forma masoquista em mais um testemunho incendiário. Estas linhas servem propósitos mais nobres e optimistas. E falam de um país que converteu a sua herança segregacional e estrutura fragmentária a um léxico social de integração. Um país que eleva a competitividade, o trabalho e a meritocracia à razão da sua existência. Um país que apesar das disparidades de vária ordem soube valer a sua representatividade. Soube acompanhar o fluxo crítico a um mundo desregulado, optando por uma verdadeira alternativa. Obama conseguiu corporizar essa alternativa.<img class="alignright" src="http://omalfazejo2.files.wordpress.com/2008/02/barack_obama2.jpg?w=298&#038;h=297" alt="" width="298" height="297" /><br />
Os sobas deste confuso mundo – Chávez e Ahmadinejād – desvalorizarão a mudança pois não lhes interessa nem uma América forte, nem um novo paradigma de relações internacionais. Os nativos que respondem a uma miríade de credos, não o hão-de imaginar como um anjo alado do contra-apocalipse Bush, mas sim como uma dádiva terrena da gloriosa democracia Americana. Para a Velha Europa, sempre disposta à canonização do pacifista anunciado, historicamente socialista e liberal de costumes que se debruçe na cooperação multilateralista e nos seus próprios problemas. As questiúnculas do salvador bíblico e do restabelecimento da normalidade (seja lá o que isso for) não apagam essa “audácia da esperança”, mas seria um lamentável tiro no pé concentrar as expectativas e desafios de um mundo livre, num só homem. A Europa precisa de líderes na real acepção da palavra. Pensadores e intelectuais que não adormeçam sobre o topete ocidentalista da superioridade cultural. E isto é muito mais importante do que parece.<br />
Quanto a mim, irremediável céptico e ateu militante, a eleição do 44º presidente dos EUA representa muito mais do que isso. Representa a superação individual “ad hominem”, uma liberdade e desafio radical à condição conservadora do homem, dito pós-moderno. Representa a vitória da política sobre o circo. Mais, pornograficamente política. Não espero, nem sequer idealizo, respostas que ele não possa dar. Sou da opinião que a verdadeira mudança vai ser feita <em>indoors</em>. Não consigo alinhar além disso, na ladaínha peregrina do islâmico como “bom inocente” nem da negação do terrorismo como flagelo do novo século. Acho isso de uma hipocrisia total. Uma cultura que trata com tal misoginia as suas mulheres e que apela a uma religião violenta, não merece tal colagem. A abordagem diplomática terá de surtir efeito. Por outro lado, será irónico considerar que o mesmo terror e medo causado pela, então, administração republicana tenham sido o dínamo da campanha democrata e da afirmação do mestiço no seu «Change, We can». Só os mais distraídos e mal-intencionados poderão confundir as consequências e idiossincrasias que daí advieram, fazendo-as passar por oportunismo político. Não foi Obama o único implusionador de tudo isto. Foram os Estados Unidos que o expressaram nas urnas. Por isso e por muito mais, arrisco dizer que Obama foi o que de melhor aconteceu na política dos últimos 50, turbulentos e icnolastas, anos. Que venham daí esses quatro anos.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=224&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<media:content url="http://omalfazejo2.files.wordpress.com/2008/02/barack_obama2.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>&#8230;e da costela do homem, o criador superou-se!</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/11/e-da-costela-do-homem-o-criador-superou-se/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 18:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[e da costela do homem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ava Gardner
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.sniffapaloozamagazine.com/AvaGardnerSM.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align:center;">Ava Gardner</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>O Rock devia ser todo assim</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/10/o-rock-devia-ser-todo-assim/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 17:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Comets on Fire &#8211; Avatar
Sub Pop
Rock. Não existe outra palavra com mais probabilidades de passar pela cabeça de quem ouça Avatar com boa fé, e isto poderia ser facilmente provado com estatísticas. Os outros resultados possíveis seriam uma lista de palavrões que agora não vale a pena referir – todos eles ditos de forma elogiosa, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=215&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-214" title="Avatar" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/27292.jpg?w=331&#038;h=303" alt="Avatar" width="331" height="303" /></p>
<p><a href="http://www.cometsonfire.com/">Comets on Fire</a> &#8211; Avatar<br />
<a href="http://www.subpop.com/">Sub Pop</a></p>
<p style="text-align:justify;">Rock. Não existe outra palavra com mais probabilidades de passar pela cabeça de quem ouça Avatar com boa fé, e isto poderia ser facilmente provado com estatísticas. Os outros resultados possíveis seriam uma lista de palavrões que agora não vale a pena referir – todos eles ditos de forma elogiosa, claro está. Ok, caralho e filho-da-puta seriam algumas dessas palavras. Menos <em>lo fi</em> do que nunca, mas mesmo assim intenso e directo, o ultimo disco dos Comets on Fire é uma bomba prestes a explodir a qualquer momento. Que o diga quem assistiu aos concertos da banda no Porto e em Lisboa – com um Ben Chasny em delírio. Se o rock fosse todo assim 21586 bandas estariam no desemprego – elas sabem quem são. Avatar parece querer afirmar que se os Comets on Fire decidirem lançar outro disco no próximo ano a coisa deverá ocupar assim um espaço parecido com este (2ºlugar no top 2006, do bodyspace), dentro de 12 meses. Cá os esperamos. <em>by</em> <strong>André Gomes</strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/215/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=215&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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			<media:title type="html">Avatar</media:title>
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	</item>
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		<title>O velho mestre sai de cena</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 10:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[7ªarte]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este filme é lindo. Adjectivá-lo seria reduzir um pedaço de arte a um amontoado de palavras. Clint Eastwood é o rei Midas do cinema de autor, transforma em ouro tudo o que toca. Diálogos impressionantes com actores não-profissionais, uma história que poderia ser uma de tantas outras na américa dos ex-veteranos de guerra. Retratada com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=204&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/09/o-velho-mestre-sai-de-cena/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cYquSTxCu5E/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Este filme é lindo. Adjectivá-lo seria reduzir um pedaço de arte a um amontoado de palavras. Clint Eastwood é o rei Midas do cinema de autor, transforma em ouro tudo o que toca. Diálogos impressionantes com actores não-profissionais, uma história que poderia ser uma de tantas outras na américa dos ex-veteranos de guerra. Retratada com uma honestidade desarmante, sem manobras de diversão. Uma obra-prima sobre o sacrifício e a redenção humana. Uma ode a Charles Dickens em 9mm. O últime filme do velho Clint à frente das câmaras.<br />
Não me lembro se chorei ao vê-lo mas de uma coisa tenho a certeza. É nestes filmes que eu gosto de chorar</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=204&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A nove polegadas de PdC</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/09/198/</link>
		<comments>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/09/198/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 09:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concerto]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Penso que é desta que me vou reconciliar com Paredes de Coura. Desde os Queens of the stone &#8211; quando eles eram a melhor banda do mundo, lembram-se? &#8211;   que nenhum anúncio festivaleiro me deixava tão excitado. Conseguiram trazer uma das três bandas que me fariam galgar quilómetros para as ver &#8211; as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=198&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-197" title="3202232053_c1fe8b87b4" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/3202232053_c1fe8b87b4.jpg?w=300&#038;h=171" alt="3202232053_c1fe8b87b4" width="300" height="171" /><br />
Penso que é desta que me vou reconciliar com Paredes de Coura. Desde os Queens of the stone &#8211; quando eles eram a melhor banda do mundo, lembram-se? &#8211;   que nenhum anúncio festivaleiro me deixava tão excitado. Conseguiram trazer uma das três bandas que me fariam galgar quilómetros para as ver &#8211; as outras são os Morphine e os Kyuss que, como sabemos, jazem em paz. Os Nine Inch Nails foram responsáveis por muita da minha melomania e da minha psicopatia funcional. Foram talvez o meu primeiro contacto com aquele tipo de música que nos ultrapassa, nos deixa atónitos, nos deixa boquiabertos e a pensar: &#8220;Foda-se, é possível fazer música desta!&#8221;. Uma música que se assemelha bastante a uma rapariga de peitos volumosos e olhos de lince que passa por nós na rua e nos deixa um bilhete com o número no bolso do casaco, passe o paralelismo. Mesmo que não queiramos a carne é fraca, minha gente. Mas também, quem ouve o &#8220;Pretty Hate Machine&#8221; ou o &#8220;The Downward Spiral&#8221;, está à espera do quê?<br />
E depois, Trent Reznor é o melhor músico da sua geração. Simplesmente e sem permissão para discordâncias. Um tipo que nasceu numa zona rural dos <em>States</em> sem acesso a qualquer movimento cultural, que se afogou em drogas e que tentou a pulso criar algo diferente daquilo que eram os pressupostos sonoros da época, foi responsável pelas letras mais empolgantes e polémicas dos anos 90. Criou sozinho uma instituição que foi vítima, causa e consequência da sua própria popularidade. Quem faz o &#8220;that&#8217;s what i get&#8221; devia estar prevenido da fúria que ia causar nas castas mais puritanas do Rock&#8217;n'Roll. Quem canta &#8220;God is dead, and no one cares, if there is an hell, I&#8217;ll see you there&#8221;, a plenos pulmões, não está propriamente à espera de cativar os cordeirinhos do Senhor. O ateísmo militante do senhor prolongou-se pela &#8220;closer&#8221; &#8211; num dos videoclips históricos de Mark Romanek &#8211; e transmutou-se num activismo político anti-Bush, no álbum &#8220;Year Zero&#8221;. Experimentem ouvir uma &#8220;Capitol G&#8221; e ficam esclarecidos acerca daquilo que o Trent pensa da realidade política dos EUA. Por isto e por muitos mais, razões não faltam para os receber de braços abertos em Paredes, no Verão. Sem Josh Freese nem Twiggy Ramirez é certo. Mas concerteza com uma vontade inapelável de rebentar algumas consciências e tímpanos. Estiveram no ano passado no Atlântico, mas isto aqui é outra história. Eu já programei o meu <em>countdown</em>.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/09/198/"><img src="http://img.youtube.com/vi/QDCxSTsvEYY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/averdadedamentira.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/averdadedamentira.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/averdadedamentira.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/averdadedamentira.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/averdadedamentira.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/averdadedamentira.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/averdadedamentira.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/averdadedamentira.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/averdadedamentira.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/averdadedamentira.wordpress.com/198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=198&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma opinião sobre o país ou um país sem opinião</title>
		<link>http://averdadedamentira.wordpress.com/2009/04/09/uma-opiniao-sobre-o-pais-ou-um-pais-sem-opiniao/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 09:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Media]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[shot's]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre complicada a tarefa de tecer considerações sobre alguma coisa ou alguém. Ainda por cima num país que só começou a valorizar esta nobre arte cívica há pouco mais de 30 anos. São como areias movediças que nos vão sugando lentamente à medida que escrevemos, que arriscamos, que pensamos. Porque obriga-nos a ser coerentes, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=191&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">É sempre complicada a tarefa de tecer considerações sobre alguma coisa ou alguém. Ainda por cima num país que só começou a valorizar esta nobre arte cívica há pouco mais de 30 anos. São como areias movediças que nos vão sugando lentamente à medida que escrevemos, que arriscamos, que pensamos. Porque obriga-nos a ser coerentes, justos e isentos. Porque estamos mais expostos ao erro. Porque não lhe podemos virar a cara. Juntem à receita a aversão endógena que as corporações, sindicatos e os poderosos deste país têm por este luxo. Os portugueses não lidam bem com a crítica ou simplesmente com as clivagens de opinião. Não gostam dela, não a valorizam. Chegam ao ponto de a obliterar num estado de direito. Mas, pergunto-me, porque razão isto acontece? Será falta de chá? Tenho uma teoria para isso. O português não preza a liberdade de expressão porque prefere ser dono da razão a contribuir para a discussão pública. São alérgicos ao confronto de ideias e esmagam com presunção e grosseria qualquer argumentário desviante. Uma escola que provém de séculos de ausência de responsabilidade social, de iniciativa individual e do persistente mendigar ao estado. Uma história triste com raízes no Estado Novo. Para quê estar a contribuir com migalhas quando podemos estar junto da família das patacas. Porque se submetem muitos homens livres e &#8220;independentes&#8221; (rica palavra que se inventou) a esta maçada do contraditório quando se podem juntar aos autómatos atraídos pelo magnetismo do pensamento único. Na verdade, é muito mais fácil abstermo-nos de questionar, de verberar por melhores condições a diferentes níveis quando quem manda recomenda silêncio a quem deve obedecer. Quando os patronos do regime utilizam estratégias de atemorização e fazem de órgãos de comunicação social alvo em congressos. Foi isso que fizeram Hitler e Estaline. É isso que fazem Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Esta evidência vai-se reflectindo nos mais variados espaços da opinião pública: das tribunas e jornais até às mais insignificantes caixas de comentários blogosféricos. Não admira que José Saramago tenha apelado para uma maior educação para a tolerância. Ela escasseia e vai se esfumando. Talvez, quando eu acordar num país onde um primeiro-ministro não se menospreze por uma metáfora com a Cicciolina em plena crise ideológica, social e financeira, talvez eu aí mude de ideias.</p>
<p style="text-align:justify;">Conto-vos uma pequena história. Um cronista da nossa praça resolveu manifestar a sua solidariedade por um conhecido deputado da nação que foi envolvido num caso de escândalo sexual e posteriormente absolvido por um tribunal de todas as acusações que lhe foram feitas. Crendo (apesar de todas as suspeições e críticas) na soberania do poder judicial deste país, o caso não daria pano para mangas, pensei eu. Pois bem, esse dito post e a dignidade do seu autor foram arrasadas pelas acusações mais obscenas e grosseiras de que me lembro, por gente que insiste em fazer justiça pelas próprias mãos. Pelo meio resolvi mandar a minha estocada e fui envolvido no remoinho de insultos pelos mesmos selvagens. Resultado: o blogger decidiu encerrar a caixa de comentários (como não poderia deixar de ser) para salvaguardar a decência da casa. Tudo isto se passou <a href="http://uniaodefacto.blogs.sapo.pt/3628.html">aqui</a>. Façam a interpretação que quiserem.</p>
<p style="text-align:justify;">P.S: Desde já vos aviso, não serei tão irredutível como o <strong>União de Facto</strong> mas decidi não aceitar comentários dessa natureza daqui para a frente. Depois não se queixem de censura.</p>
<p style="text-align:justify;">P.S.2: Termino com a publicação do texto que anda nas bocas do mundo. João Miguel Tavares, colunista do DN escreveu isto e arcou com as consequências. Descubram se a imagem apresentada é assim tão diferente da realidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-191"></span></p>
<p>“Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da “decência na nossa vida democrática”, ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.</p>
<p>José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que “quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena”. Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro &#8211; se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.</p>
<p>Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra &#8211; feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: “Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras.” Reparem bem: não podemos “consentir”. O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?</p>
<p>À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser “terreno propício para as campanhas negras”; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.”</p>
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			<media:title type="html">Manuel A. Fernandes</media:title>
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		<title>&#8220;Não me mandem cuecas para o palco, eu não sou o Tony Carreira&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 20:19:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porquê enveredar agora, um momento tão ténue e fugaz como qualquer outro, num tributo a José Albano Salter Cid de Ferreira Tavares e ao seu legado. Porque sim. Porque o Cid para muita gente não é só a mãe do rock português, é também a reminiscência infantil da mítica pasta de chocolate &#8220;Galak&#8221; (aquela de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=averdadedamentira.wordpress.com&blog=2952321&post=171&subd=averdadedamentira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="size-full wp-image-186 alignleft" title="greenwindows1" src="http://averdadedamentira.files.wordpress.com/2009/04/greenwindows1.jpg?w=315&#038;h=320" alt="greenwindows1" width="315" height="320" />Porquê enveredar agora, um momento tão ténue e fugaz como qualquer outro, num tributo a José Albano Salter Cid de Ferreira Tavares e ao seu legado. Porque sim. Porque o Cid para muita gente não é só a mãe do rock português, é também a reminiscência infantil da mítica pasta de chocolate &#8220;Galak&#8221; (aquela de chocolate branco com um golfinho no rótulo). Quem é que nunca deu por si, qual grávida sequiosa, com súbitas vontades de voltar a degustar um quadrado &#8220;Galak&#8221;, 2 ou 3 anos depois. Escrever sobre o José Cid é, em traços largos, a mesmíssima e estranha experiência de um <em>deja vu</em> de algo que nunca se fez, num lugar onde nunca se esteve mas que guardamos com especial ternura. E aí, entra a parte do chocolate. Seja lá o que isso for.</p>
<blockquote><p>&#8220;A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro. Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética.&#8221; in Pública, 2003</p>
<p>&#8220;O último álbum da Madonna é um cagalhão.&#8221;, <em>em entrevista à Rádio Comercial, 2006</em></p>
<p>&#8220;Uma vez perguntaram-me se eu era um cantor romântico&#8230; eu raramente sou um cantor romântico, os cantores românticos tem mau hálito e pila pequena.&#8221;, <em>in Aveiro &#8211; Festa de São Gonçalinho, 2007</em></p>
<p><em>&#8220;</em>Os (quarteto) 1111 foram provavelmente a melhor banda da europa continental da sua geração.&#8221; <em>in Programa do alvim, Sic Radical</em>.</p>
<p><em> </em>&#8220;Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz.&#8221; <em>in Pública, 2003</em></p>
<p> </p>
<p>&#8220;Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu.&#8221; <em>in Pública, 2003</em></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Existem momentos deliciosos na carreira de José Cid. Da vetusta figura matricial do rock português com os seminais quarteto 1111 e nas suas incursões progressivas a solo, todos têm o maior respeitinho e reverência. Mas se falarmos nos mega-êxitos &#8220;como o macaco gosta da banana&#8221;, ou &#8220;favas com chouriço&#8221; juntamente com aquele<em> freudiano</em> episódeo do disco de ouro a tapar-lhe os genitais, os arautos da música portuguesa empinam o nariz e descem do trono para o julgar e classificar como uma piada. Meus caros, lamento desiludi-los, mas José Cid é uma e só pessoa e não sofre de dupla personalidade. Foi sempre um <em>outsider, </em>uma personagem à margem da indústria e do sistema. Um lutador que sempre se bateu pela internacionalização da música portuguesa desde que idealizou os <em>Green Windows </em>. Ninguém quis saber dele&#8230; e a Ruth Marlene e a Mónica Sintra fizeram o resto. Passados tantos anos, certas mentes luminosas se aperceberam que ele tinha feito um marco nos anos 70, &#8220;o 10,000 mil anos depois entre vénus e marte&#8221;, um dos melhores álbuns de sempre na linha rock progressivo&#8230; e o mito voltou. Voltou para animar semanas académicas e festas juvenis, para ser aquilo que sempre quis ser. Um eterno rebelde. Obrigado Cid.</p>
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