Há uma certa fatalidade nonsense que me atrai neste tipo. Uma certa revelia antisocial que me está nos genes. O gajo chega, descasca, distribui lenha e vai-se embora. Um tipo saudável, pois então. Chama-se Luís Pedro Nunes e esteve a escrever ontem no União de facto.
Arquivo da categoria 'Humor'
Entre um horizonte e um pixel.

A minha homenagem aos “Mários Machados” e às suas trupes Skinheads.
Valha-nos isto para rir.
Défice democrático!?! Onde?
99,7%…
…é a percentagem pela qual Alberto João Jardim foi eleito presidente da Comissão Política Regional do PSD-Madeira. Imagino o que terão feito ao militante 0,3% - salvo se for abstenção, é claro. Já lá dizia o outro, que a Madeira não é uma autocracia. Por estes números, é um unanimismo.

( clique na foto para ampliar)
Este é um caso vulgar, por muito que nos custe admitir. E não poderia vir em altura mais propícia. Coloco-o de forma propositada não só pelo cariz humorístico como pelo paradigmatismo de uma reforma da educação que tem de ser levada para a frente custe o que custar. Ao revés de minudências truculentas e establishments arcaizantes e conservadores que não fazem nada mais do que atrasar o progresso estrutural de um país que passou as últimas décadas a olhar a “Europa” a quilómetros de distância.
Para que daqui a alguns anos alguém tenha a decência e a compostura de não dar uma resposta idêntica a um docente escolar. Para que a figura do pai e de mãe não se substitua à do professor e para que essa mesma figura paterna tenha a prudência de confiar o seu filho a um lugar onde se aprende e se é incitado a aprender.
Porque quer queiramos quer não, toda esta encenação da correpondência escolar só resulta e ganha forma pelo “eduquês” salazarento que alastrou pelo portugal rural do século XX. Onde subsistia uma classe letrada aristocrática e endinheirada e uma pequena burguesia num mar plebe de gente que via a ordenha e o campo como futuro de vida. Onde a escola e o alfabeto eram “luxos de ricos” além de irrelevantes e proibitivos numa ditadura “fascistóide” e lúgubre. E é por isso (e não só) que vivemos num regime democrático – para mudar.
A brincar, a brincar…
E assim se fez televisão.
É relevante que se distinga a melhor e mais actuante produção televisa nacional dos últimos 50 anos. Com isto e relembrando um meu comentário no blogue comunicamos fiquei bastante satisfeito com esta top ten, que premeia em particular o humor refutando aquelas velhas colagens de um portugal triste e macambúzio. Afinal o fado deu-nos para isto: seis dos programas na lista são comédias ou séries humorísticas; um documentário; uma reportagem de investigação; uma série infantil/juvenil; e um talk show nocturno. Como diria o nosso saudoso Fernando Pessa: – «E esta, hein !?!».

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