Arquivo de Maio 23rd, 2008

23
Mai
08

Paranoid Park – review.

Título original: Paranoid Park
De: Gus Van Sant
Com: Gabe Nevins, Daniel Liu, Taylor Momsen
Género: Drama
Classificacao: M/12
EUA/FRA, 2007, Cores, 85 min.

 

Que fique bem claro que não o achei fantástico ou impressionante. Mas o risco, a presença e a dimensão que Gus van Sant atinge, deixa-o como um dos melhores de 2007. Um filme que artisticamente fala por si.

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23
Mai
08

O papel do musical e sua história.

Desde a inevitável Grécia Antiga, berço da cultura e do teatro, que se desenvolve esta espécime de interpretação onde os artistas e cenas faziam correlações entre o teatro e a música. Esta arte híbrida exigia ao executante tanto de interpretação dramática como de melodia e a harmonia vocais.
O próprio termo orquestra significava o espaço entre a cena e o público nos anfiteatros gregos, onde os treinos e preparação eram feitos pelos coristas, responsáveis pela condução da narrativa.
Mas o género músico/teatral nasceu, de facto em Florença no século XVI, que de uma maneira formal e rígida conciliava esta fusão entre voz e movimento.

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23
Mai
08

Entre um horizonte e um pixel.

E no final, quem sofre é o “mexilhão”.

23
Mai
08

Ainda se o “p” fosse realmente embora.

Glosa para José Pacheco Pereira

são sentimentos humanos,
eu na alma hei-de pôr luto:
o abrupto hoje faz anos,
não pode ficar “abruto”!

não deve viver-se à míngua,
neste nosso dia-a-dia,
de prezar a ortografia
que bem calha à nossa língua.
se lhe dão facadas, vingo-a,
passo logo a fazer planos,
eriçado por tais danos,
de lavrar o meu protesto,
e se assim me manifesto
são sentimentos humanos.

chamo então especialistas,
eminentes professores,
os colegas escritores
e também vários linguistas,
leio livros e revistas,
questiono, leio, escuto,
e aprendendo assim refuto
coisa que é tão aberrante
que se acaso for àvante
eu na alma hei-de pôr luto.

grafias facultativas
em matérias tão sisudas
como as consoantes mudas
levam ao caos, às derivas,
às asneiras permissivas
e aos babélicos enganos.
porém fiquemos ufanos
pela data que hoje passa.
pois não sabiam? tem graça…
o abrupto hoje faz anos…

se lhe tirassem o p,
vigorosa consoante
do seu título, bastante
mal faziam, já se vê.
e percebe-se porquê
sem se gastar um minuto:
se do p ficar enxuto,
vão-se a força e a coragem
abruptamente da imagem:
não pode ficar “abruto”!

by Vasco Graça Moura

23
Mai
08

A piadola.

Ainda que peque por tardio, o meu comentário assiste-se pela curiosidade que me despontou este artigo do público. Ora vejam o seguinte vídeo:

Uma apresentadora de televisão alemã foi despedida por ter usado uma expressão nazi em directo. Quando um espectador disse que estava com pressa porque tinha de ir trabalhar, Juliane Ziegler, 26 anos, atirou: “Tem que mostrar um pouco mais de entusiasmo… O trabalho liberta!”. A expressão original, Arbeit Macht Frei, estava inscrita à entrada dos campos de concentração nazis. Quando se deu conta do que tinha dito, Ziegler soltou uma gargalhada nervosa, perante o silêncio da sua colega. A jovem apresentadora desculpou-se pouco depois: “Disse uma coisa há pouco sem pensar (…) Este programa é em directo e eu disse uma parvoíce”.

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