De Espanha, vem outro exemplo nada agradável de ineficiência jornalística timbrada por mais um caso de promiscuidade entre informação e propaganda.
A sensivelmente poucas horas das eleições que elegerão um novo governo constitucional, os partidos maioritários decidiram filtrar a informação dada aos periodistas afastando mesmo alguns, dos seus comícios e campanhas. O corolário de todo este Big Brother político, foi o fraudulento e vergonhoso debate que levou os dois potenciais candidatos a exporem as suas propostas finais a “nuestros hermanos”.
Equilibrando este debate estava uma marioneta tímida e acanhada, perdida no espaço e no tempo, a quem chamavam de jornalista. Esta indispensável figura limitava-se a controlar o tempo e a comunicar ao staff que os acompanhava, do nível de água presente nos “mediáticos copos”. Tudo estava meticulosamente preparado.
Não deixa de ser irónico que meses depois dos protestos (contem-nos pelos dedos) ao Ministro Santos Silva – que tutela a comunicação social – pelo novo enquadramento legal do estatuto do jornalista, vejamos mesmo aqui ao lado tratamentos tão desprestigiantes e imberbes à nobre arte de noticiar e difundir informação chocando pelo total descaramento com que se fazem.
O político transforma-se em jornalista, o jornalista em moço de recados e o órgão de comunicação social num mimetismo de estilo afiliado, tipo “Avante”.
No final, o comum cidadão é que sofre as consequências, posteriormente arrependendo-se, porque foi enganado com a mais pura e amadora propaganda política.
Já lá diz o povo: “De Espanha nem bom vento nem bom casamento”.
Desconhecia-se era este lado negro do jornalismo.
entrevistas importantes e fiscalizadoras da ordem pública, como as da “Grande Reportagem” sejam conduzidas com tanta ligeireza, sem ser incómoda, num ritmo frouxo sem rasgos, do estilo late night show.
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